AGRONEGÓCIO

MCassab e Universidade Brasil inauguram laboratório para pesquisa em tecnologia avícola

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A MCassab Nutrição e Saúde Animal e a Universidade Brasil (UB), campus de Fernandópolis, no interior de São Paulo, inauguraram recentemente um laboratório para pesquisa e experimentação no campo da avicultura. O “Laboratório de Tecnologias e Ciências Avícolas” foi concebido para criar soluções inovadoras que ampliem a produção de proteína animal de forma sustentável e com menor impacto ambiental. O laboratório já concluiu seu primeiro experimento com frangos de corte, reforçando o compromisso das duas instituições em desenvolver tecnologias que possam revolucionar o setor.

Mario Sergio Cutait, acionista do Grupo MCassab, enfatizou que o laboratório é um elemento central de uma parceria de longo prazo com a Universidade Brasil. O objetivo é impulsionar a produção de proteína animal com segurança, ao mesmo tempo em que se reduz o uso de recursos naturais e se mantém os custos acessíveis. “O Laboratório de Tecnologias e Ciências Avícolas da MCassab, localizado na UB em Fernandópolis, é um esforço conjunto em prol da inovação e ciência, para promover métodos sustentáveis de produção de proteína animal”, afirmou Cutait.

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Bárbara Izabela Costa, reitora e diretora administrativa da Universidade Brasil, destacou a importância da parceria para enfrentar desafios globais, como a segurança alimentar. Ela observou que a colaboração entre a UB e a MCassab está focada em encontrar soluções inovadoras para esses problemas, por meio de pesquisa e tecnologia. “Estamos trabalhando para responder a questões globais, oferecendo novas abordagens que possam ser implementadas no setor”, disse Bárbara.

Cutait também enfatizou a relevância do Brasil no cenário internacional de exportação de carne. Com 34% da produção de frango, 23% de suínos e 25% de bovinos destinados ao mercado externo, o Brasil desempenha um papel fundamental no abastecimento de proteína animal em escala global. Em 2023, o país exportou 8,6 milhões de toneladas de carne, alimentando cerca de 1 bilhão de pessoas em mais de 150 países. “Nosso foco é produzir de forma sustentável, aumentar a produtividade com inovação e, assim, garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações”, concluiu ele.

Maria Carolina Toth, gerente de produtos para saúde animal da MCassab Nutrição e Saúde Animal, destacou a necessidade de validar soluções nutricionais e sanitárias que aprimorem a eficiência da avicultura. “Esta iniciativa reflete o compromisso da MCassab com a inovação, sustentado por uma equipe altamente qualificada”, disse ela, reafirmando a missão de conduzir a indústria avícola rumo a uma produção mais sustentável.

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Eduardo Machado, gerente de NIT da MCassab, reforçou o compromisso da empresa em ajudar seus clientes a aplicar metodologias que aumentem a produtividade na produção de aves. “Temos a oportunidade de avaliar a interação entre diferentes tecnologias disponíveis e em desenvolvimento para garantir um melhor custo-benefício e resolver os desafios específicos da cadeia avícola”, concluiu Machado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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