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Irrigação por gotejamento reduz custos e aumenta sustentabilidade na produção de cana-de-açúcar

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A primeira reunião do Canaplan 2024, realizada em 25 de abril, trouxe à tona importantes discussões sobre o futuro do setor sucroenergético, com foco na adoção de soluções inovadoras para a produção de cana-de-açúcar. Um dos temas centrais foi a irrigação por gotejamento, uma técnica que tem demonstrado eficiência na redução de custos e na promoção da sustentabilidade.

A Netafim, empresa pioneira em sistemas de irrigação por gotejamento, participou do evento e compartilhou seu conhecimento sobre as vantagens desta tecnologia para o aumento da previsibilidade e estabilidade na produção agrícola. Lucas Victório, gerente comercial da Netafim para a região Centro-Sul do Brasil, explicou que a irrigação por gotejamento não apenas aumenta a produtividade, mas também reduz a necessidade de insumos químicos. “A utilização da vinhaça no sistema de irrigação, além de diminuir o uso de produtos químicos como o cloreto de potássio (KCl), também maximiza a produção, reduzindo o custo por tonelada de cana e tornando a produção mais sustentável”, ressaltou Victório.

O pesquisador da Embrapa, Vinicius Bof Buffon, reforçou a importância da irrigação por gotejamento como uma ferramenta eficaz para estabilizar a produção de cana-de-açúcar frente às oscilações climáticas. “O Canaplan sempre traz temas relevantes para o setor. Este ano, vimos uma forte ênfase na irrigação como um meio de manter a produção estável, mesmo em condições climáticas adversas. O setor está comprometido em buscar soluções para garantir a eficiência e a competitividade da agricultura brasileira”, afirmou Buffon.

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Com a participação de grandes nomes do setor e representantes de diversas usinas de todo o Brasil, o evento evidenciou o crescimento da irrigação por gotejamento nos últimos anos. Cerca de 70% das usinas presentes indicaram que já estão planejando ou implementando sistemas de irrigação, com o gotejamento como uma das principais estratégias para lidar com o déficit hídrico. Buffon destacou que as discussões agora estão centradas em estratégias práticas, como investir de forma eficiente e acelerar a adoção da tecnologia.

O Canaplan é um evento fundamental para o setor da cana-de-açúcar, cobrindo uma ampla gama de tópicos, desde previsões de safra até questões macroeconômicas e de mercado. O evento se tornou um espaço de encontro essencial para produtores, consultores e empresas que buscam estar na vanguarda das inovações no setor sucroenergético.

A próxima reunião do Canaplan está marcada para 24 de outubro de 2024, quando a Netafim e outros líderes do setor continuarão a discutir maneiras de avançar na adoção de práticas inovadoras para uma produção mais sustentável e eficiente de cana-de-açúcar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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