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Seleon biotecnologia anuncia plano de expansão no Zebu Connect Day em Uberaba (MG)

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Durante a 89ª ExpoZebu, a Seleon Biotecnologia participou do Zebu Connect Day, um dia de campo que reuniu empresas ligadas ao projeto setorial Brazilian Cattle e visitantes do 2º Congresso Mundial de Criadores de Zebu (COMCEBU). O evento aconteceu em 1º de maio, na Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Júnior, em Uberaba (MG), e foi um momento para aprofundar conhecimentos sobre as últimas tendências e avanços na zebuinocultura.

A Seleon Biotecnologia aproveitou a ocasião para antecipar detalhes de seu plano de expansão para os próximos cinco anos. “Pretendemos mais do que duplicar a produção”, afirmou Bruno Grubisich, fundador e administrador da Seleon Biotecnologia, durante o evento. A empresa processou 5 milhões de doses de sêmen em 2023, o que representa 20% das 24,4 milhões de doses produzidas nacionalmente.

Com dez anos de operações, a Seleon ganhou reconhecimento como uma “Fábrica de Líderes”, por ser lar de alguns dos melhores touros líderes dos sumários, representando o ápice do melhoramento genético. A empresa se especializou em métodos inovadores para mitigar ou neutralizar os efeitos do ambiente sobre os resultados finais da reprodução, garantindo qualidade e consistência em seus processos.

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Rafael Zonzini, diretor executivo da Seleon, destacou que a empresa não compete no mercado de sêmen, mas é uma central 100% brasileira especializada em coleta e processamento. “Somos uma fábrica de sêmen, não uma empresa de vendas. Nosso foco é fornecer serviços de coleta e processamento para criadores e centrais de inseminação”, explicou.

Os métodos de aprovação da Seleon são rigorosos e utilizam análises computadorizadas detalhadas para verificar a qualidade das amostras de sêmen. Esses procedimentos garantem dados precisos sobre motilidade, linearidade, cinética, concentração e morfologia dos espermatozoides. “Graças a essas análises e ao cuidado que temos com os touros, nunca tivemos um recall de sêmen”, comemorou Zonzini.

A Seleon também se preocupa com o bem-estar animal, um fator crucial para a qualidade do produto final. A localização estratégica em Itatinga, no interior de São Paulo, oferece conforto térmico aos bovinos durante todo o ano, incluindo as raças taurinas. Além disso, a empresa segue práticas rigorosas de nutrição e manejo para garantir a saúde e produtividade dos touros.

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Durante o Zebu Connect Day, a Seleon revelou seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, elementos centrais para o crescimento da zebuinocultura no Brasil. O evento contou com a presença de especialistas, pecuaristas e delegações internacionais, todos interessados em discutir e aprender sobre o futuro da criação de zebu no país.

O Zebu Connect Day integrou a programação do COMCEBU, que teve uma agenda intensa de palestras e discussões sobre a importância das raças zebuínas na produção sustentável de carne e leite. A feira ExpoZebu é um dos eventos mais importantes do setor, e a participação da Seleon Biotecnologia destacou a relevância de inovações e práticas sustentáveis para o futuro da pecuária no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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