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Mercado de milho inicia sexta-feira em alta na B3

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A sexta-feira (10) começou com os preços futuros do milho em alta na Bolsa Brasileira (B3), trazendo um tom positivo para o mercado nacional. Por volta das 10h21 (horário de Brasília), as principais cotações do milho oscilavam entre R$ 58,10 e R$ 65,30.

O contrato com vencimento em maio de 2024 estava cotado a R$ 58,10, um aumento de 0,22%. O contrato para julho de 2024 subiu para R$ 59,17, um ganho de 0,37%. Em setembro de 2024, o preço era de R$ 62,53, com alta de 0,30%, enquanto o contrato para novembro de 2024 atingiu R$ 65,30, uma valorização de 0,20%.

Mercado Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro também registravam alta nesta sexta-feira. Às 09h44 (horário de Brasília), no final do pregão noturno, o contrato para maio de 2024 era cotado a US$ 4,43, um aumento de 0,75 pontos. O contrato para julho de 2024 estava a US$ 4,59, uma alta de 2,50 pontos. Para setembro de 2024, o preço era de US$ 4,69, também uma elevação de 2,50 pontos. Já para dezembro de 2024, a cotação era de US$ 4,82, um aumento de 2,00 pontos.

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O site internacional Farm Futures aponta que o aumento dos preços do milho pode ser atribuído ao impulso do mercado de trigo durante a noite. Além disso, Jacqueline Holland, analista da Farm Futures, destaca que uma subida nos preços da energia, motivada pela queda nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, também contribuiu para os ganhos da manhã.

Essas tendências positivas na B3 e em Chicago refletem a expectativa em torno do relatório WASDE do USDA, que será divulgado ainda nesta sexta-feira. Esse relatório de oferta e demanda tem o potencial de impactar significativamente os mercados de grãos, influenciando as negociações nas próximas semanas.

O mercado agora aguarda ansiosamente os dados do USDA para entender as tendências futuras e ajustar suas estratégias de acordo com as novas informações. Enquanto isso, a tendência positiva para os preços do milho sugere um começo promissor para o dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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