AGRONEGÓCIO

Ibovespa cai antes de decisão do Copom, com balanços corporativos no radar

Publicado em

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em queda nesta quarta-feira, com investidores atentos a uma série de resultados corporativos de grandes empresas brasileiras, como BRF, GPA, Ambev, Carrefour Brasil e Telefônica Brasil. Além dos balanços, o mercado aguarda a decisão de política monetária do Banco Central, que será anunciada no final do dia.

Por volta das 10h05, o Ibovespa recuava 0,54%, para 128.517,55 pontos, em sintonia com a queda dos contratos futuros de ações nos Estados Unidos, que também apresentavam tendência de baixa. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 12 de junho, caía 0,81%.

O ambiente de incerteza é amplificado pela expectativa em torno do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve definir o rumo da taxa de juros no Brasil. A atenção do mercado está voltada para a magnitude do corte na taxa Selic, com os investidores ansiosos por sinais de como será o ritmo de flexibilização monetária nos próximos meses.

Leia Também:  30 ex-líderes latinos criticam decisão de Supremo da Venezuela de valida vitória de Maduro

Além disso, o enfraquecimento nos mercados internacionais, com uma agenda de indicadores mais enxuta, também contribui para o clima de cautela que domina a abertura do pregão brasileiro.

No contexto doméstico, os balanços corporativos desempenham um papel importante para os investidores, já que eles buscam entender o impacto da conjuntura econômica nos resultados das empresas. Assim, a combinação de incertezas sobre política monetária e a bateria de resultados corporativos gera um cenário de volatilidade para o Ibovespa.

A expectativa é que, ao longo do dia, o mercado reaja aos desdobramentos tanto dos balanços das empresas quanto da decisão do Copom, indicando uma jornada marcada por maior sensibilidade às notícias e às movimentações do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Algodão em Mato Grosso exige venda acima de R$ 127/@ para cobrir custos da safra 2026/27

Published

on

O custo de produção do algodão em Mato Grosso voltou a subir em abril e acendeu um alerta para os produtores da safra 2026/27. Segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o avanço das despesas foi puxado principalmente pela valorização dos macronutrientes, impactados pelas tensões geopolíticas no mercado internacional.

De acordo com os dados, o custeio da lavoura alcançou R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% em relação ao mês anterior. O movimento reflete a pressão sobre os insumos agrícolas diante das incertezas logísticas globais, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes e commodities do mundo.

Com o encarecimento dos insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) do algodão também avançou em abril. O indicador foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare, registrando alta mensal de 0,55%.

O estudo mostra ainda que, para conseguir cobrir os custos operacionais da atividade, o cotonicultor mato-grossense precisará comercializar a pluma por pelo menos R$ 127,09 por arroba, considerando uma produtividade média projetada de 119,82 arrobas por hectare.

Leia Também:  Desafios da pecuária na América do Sul: produtor compara custos entre Brasil, Bolívia e Paraguai no Confinar 2025

Apesar da elevação dos custos, o cenário de preços mais atrativos da pluma nos últimos meses vem favorecendo a estratégia comercial dos produtores. Segundo o instituto, muitos cotonicultores intensificaram o travamento de custos e a proteção de margens, aproveitando oportunidades de mercado para reduzir os riscos da safra futura.

Esse movimento também ajudou a acelerar a comercialização da safra 2026/27 em Mato Grosso. Após um período de atraso nas negociações, as vendas passaram a superar a média histórica registrada nos últimos anos, demonstrando maior interesse dos produtores em garantir rentabilidade diante da volatilidade do mercado internacional.

O cenário segue sendo monitorado pelo setor, especialmente em função das oscilações nos preços dos fertilizantes, do câmbio e das tensões externas que continuam influenciando diretamente os custos da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA