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Agrodefesa combate o comércio ambulante de mudas e plantas ornamentais em Goiás

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) tem intensificado esforços para coibir o comércio ambulante de mudas e plantas ornamentais em Goiás, uma prática que pode trazer sérios riscos fitossanitários ao estado. A ação busca evitar a entrada de pragas que ainda não existem em Goiás e que podem impactar negativamente a fruticultura, bem como impedir a disseminação de pragas já existentes sob controle. A iniciativa, amparada por leis federais e normativas estaduais, inclui educação sanitária e fiscalização rigorosa, trabalhando para garantir a segurança da produção vegetal.

Desde 2011, o comércio ambulante de mudas e plantas ornamentais é proibido em Goiás, mas algumas pessoas continuam vendendo mudas sem certificação sanitária, muitas vezes por desinformação ou má fé. A gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, explica que essa prática pode comprometer seriamente a fitossanidade do estado. “A venda de mudas em ruas e praças sem atestado de sanidade coloca em risco tanto a produção agrícola quanto a ornamental, podendo inviabilizar a fruticultura e o paisagismo goiano. Por isso, é importante adquirir mudas apenas de viveiros registrados pelo Ministério da Agricultura e inspecionados pela Agrodefesa”, alerta Rézio.

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José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, enfatiza que o objetivo não é impedir o comércio de mudas em Goiás, mas sim garantir a procedência e a qualidade dos produtos vendidos, evitando a introdução de pragas no estado. “Não queremos barrar o comércio, mas sim assegurar que ele aconteça de forma segura, para que pragas e doenças não sejam introduzidas e causem danos à produção e prejuízos à cadeia produtiva”, afirma.

As operações de fiscalização seguem a Instrução Normativa Estadual nº 04/2011, que proíbe o comércio ambulante de mudas e partes propagativas de vegetais em Goiás. Além disso, a legislação estadual determina que a comercialização de mudas ou sementes só pode ser feita por produtores registrados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com operações limitadas ao endereço cadastrado. A fiscalização da Agrodefesa também inclui inspeções em viveiros e floriculturas, garantindo padrões de sanidade e rastreamento da origem das mudas.

A agrodefesa também atua em propriedades rurais e estabelecimentos comerciais de mudas, com amostras suspeitas de pragas sendo enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiânia (LFDA/GO/MAPA). Dionea Maranhão Sá de Andrade, responsável pela Coordenação de Sementes e Mudas da Agrodefesa, destaca que a fiscalização é fundamental para evitar a disseminação de pragas que podem ser transportadas por mudas vendidas clandestinamente. A fiscal agropecuária estadual Anna Lídia Macedo esclarece que, ao interceptar o comércio ilegal, as mudas são apreendidas e destruídas, para evitar qualquer risco à fitossanidade do estado.

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A fruticultura em Goiás é um setor de destaque no cenário nacional, com produção significativa de laranja, banana e coco, além de culturas em crescimento como a uva. A presença de pragas em mudas ilegais pode causar graves prejuízos a essa indústria, como o Cancro Cítrico e o Greening na citricultura, e a Sigatoka Negra na bananicultura. Por isso, a fiscalização contínua e rigorosa é essencial para proteger o setor e evitar danos econômicos aos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guiana abre áreas agrícolas a brasileiros, mas é preciso ter estrutura e capital para investir

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A abertura de áreas agrícolas na Guiana, país vizinho ao Brasil, ao lado de Roraima (a capital, Georgetown, está 4.825 km distante de Brasília), tem despertado o interesse de produtores brasileiros, mas também gerado interpretações equivocadas. Ao contrário do que se noticiou, o país não está distribuindo “terra de graça”, é preciso ter estrutura e capital para investir. O modelo em curso é baseado em concessões de áreas públicas, com incentivos para atrair investimento produtivo.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo local para ampliar a produção interna de alimentos e reduzir a dependência de importações. A meta, alinhada à Comunidade do Caribe, do qual o país faz parte, é cortar em 25% as compras externas até 2030. Hoje, boa parte do abastecimento alimentar do país ainda vem de fora.

Para isso, o governo passou a disponibilizar áreas de savana com potencial agrícola, principalmente na região próxima à fronteira brasileira. Segundo a Food and Agriculture Organization, agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), essas áreas apresentam aptidão para produção de grãos e podem ser incorporadas sem avanço direto sobre a floresta.

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O ponto central, no entanto, está no formato da oferta. As terras pertencem majoritariamente ao governo da Guiana e são disponibilizadas por meio de concessões e arrendamentos de longo prazo. Em alguns casos, o custo inicial pode ser reduzido ou facilitado, mas está condicionado à implantação efetiva da produção.

Na prática, isso significa que o produtor interessado precisa entrar com estrutura e ter capital alto para investir, numa região distante do Brasil. A operação exige investimento em preparo de área, máquinas, insumos, mão de obra e logística, além de capacidade para organizar o escoamento da produção em um ambiente ainda em formação. O atrativo está no conjunto de incentivos, como crédito subsidiado e isenção de impostos sobre equipamentos e não na gratuidade da terra.

O interesse por produtores brasileiros não é casual. A experiência do Brasil na expansão agrícola em áreas de cerrado é vista como referência para acelerar o desenvolvimento produtivo local, especialmente em culturas como soja e milho, além da proteína animal.

Apesar do potencial, o cenário ainda impõe desafios. A infraestrutura logística é limitada, com a principal ligação rodoviária entre a fronteira e a capital Georgetown ainda em desenvolvimento. A ausência de uma cadeia agroindustrial estruturada, com tradings e processamento, também aumenta o risco comercial.

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Há ainda lacunas técnicas, como falta de mapeamento detalhado de solos, séries históricas de chuva e zoneamento agrícola consolidado, fatores que dificultam o planejamento de longo prazo. A barreira do idioma, a Guiana é o único país de língua inglesa da América do Sul, também aparece como ponto de atenção operacional.

Com pouco mais de 800 mil habitantes e economia impulsionada recentemente pela exploração de petróleo, a Guiana tenta construir uma nova fronteira agrícola combinando terra disponível e incentivo público. Para o produtor brasileiro, a oportunidade existe, mas exige leitura clara do cenário: mais do que acesso à terra, o que está em jogo é a capacidade de estruturar uma operação completa em um mercado ainda em desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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