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Aquishow Brasil: Evento Impulsiona Potencial da Aquicultura no Brasil

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A Aquishow Brasil, uma das maiores feiras de aquicultura da América Latina, vem ganhando destaque ao longo dos anos como um importante evento para impulsionar o setor no Brasil. Com mais de uma década de existência, a feira reúne especialistas, empresários e produtores para discutir as tendências, inovações e desafios na piscicultura. A edição de 2024 será realizada entre os dias 21 e 23 de maio, no Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, em São José do Rio Preto, São Paulo.

O Brasil tem demonstrado um crescimento constante na produção de peixes de cultivo, com 887.029 toneladas em 2023, um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que organiza a Aquishow Brasil e tem como objetivo promover a cadeia produtiva da piscicultura no país. “Este evento tem um papel crucial para evidenciar os avanços no setor e conectar toda a cadeia produtiva”, afirma Francisco Medeiros, presidente-executivo da Peixe BR.

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O tema da 13ª edição do evento, “Da Produção ao Consumo”, reflete o objetivo de abordar todo o ciclo da piscicultura. Júlio César Antônio, empresário do setor e presidente da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), reforça a importância da Aquishow para a indústria. “A feira é um ponto de encontro para toda a cadeia, do produtor ao consumidor, proporcionando troca de conhecimento, acesso a inovações tecnológicas e oportunidades para investidores”, destaca.

Durante o evento, palestras, workshops e exposições permitirão que os participantes explorem as últimas tendências em aquicultura. Um dos destaques será a cerimônia de abertura, marcada para a noite de 20 de maio, onde serão entregues os prêmios Inovação Aquícola (PIA) e Personalidades Brasileiras da Aquicultura – Aline Brun e Geraldo Bernandino. Além disso, a feira contará com a presença de autoridades do setor e a participação de entidades como o Ministério da Pesca e Aquicultura, o Instituto de Pesca (IP-Apta), a prefeitura de São José do Rio Preto, entre outros.

As inscrições para a Aquishow Brasil 2024 estão abertas no site do evento, com preços a partir de R$ 300 para o pacote de três dias e R$ 125 para a diária. Estudantes e grupos com mais de 10 pessoas têm direito à meia-entrada, com desconto de 50% no pacote dos três dias ou nas diárias. A meia-entrada não se aplica à confraternização, prevista para o último dia da feira.

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O evento é uma oportunidade única para quem atua no setor da aquicultura ou deseja conhecer mais sobre a área, destacando a importância do Brasil no cenário mundial e promovendo o desenvolvimento sustentável da piscicultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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