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Produtor mineiro aumenta produção de café arábica com estratégias sustentáveis

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Fernando Antônio de Oliveira, um agricultor em Perdizes, Minas Gerais, é um exemplo de sucesso na produção de café arábica. Ele começou sua jornada em 1989, trabalhando na classificação de café e prestando assistência agrícola em uma cooperativa. Aos poucos, sua dedicação o levou a expandir seu trabalho para 40 fazendas em 1995. Agora, sua própria plantação de 16 hectares ostenta uma densidade impressionante de 14 mil pés de café arábica por hectare, com uma produtividade entre 45 e 60 sacas por área.

O sucesso de Oliveira não é resultado apenas de esforço e paixão, mas também de uma combinação cuidadosa de práticas agrícolas assertivas e o uso de insumos de qualidade. Em 2020, ele iniciou uma parceria com a Cibra, uma das maiores empresas de fertilizantes do Brasil. Começando com uma área experimental de 200 pés de café, ele logo percebeu uma melhoria significativa na qualidade dos grãos, que se tornaram maiores e mais doces. A partir daí, Oliveira expandiu seu uso dos fertilizantes da Cibra para toda sua plantação, juntamente com a assessoria agronômica da empresa.

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Os resultados foram notáveis. “Além do aumento de produtividade, ao utilizar fertilizantes da Cibra, a classificação sensorial do café saltou de 79 para 84 pontos”, comenta Oliveira. Seu foco em fertilizantes de alta qualidade e métodos orgânicos também inclui controle rigoroso de pragas e doenças, bem como o manejo adequado do solo.

O caso de sucesso de Oliveira reflete uma tendência crescente na agricultura em busca de práticas mais sustentáveis e orgânicas. A inovação em fertilizantes é parte desse movimento. O POLY4, um adubo mineral à base de polihalita, tem se destacado por sua combinação completa de nutrientes, como potássio, enxofre, magnésio e cálcio, tudo em um único grânulo solúvel, o que o torna ideal para a agricultura orgânica do café. Este fertilizante possui certificações orgânicas em mais de 30 regiões ao redor do mundo, sendo recentemente reconhecido pelo Departamento de Agricultura Alimentar da Califórnia (CDFA).

Minas Gerais, sendo o principal estado produtor de café do Brasil, desempenha um papel crucial na produção nacional. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra mineira de 2023 rendeu 27,8 milhões de sacas de um total de 66,4 milhões colhidas no país. Com iniciativas como a de Oliveira e o uso de fertilizantes inovadores como o POLY4, a agricultura de café arábica em Minas Gerais segue em direção a um futuro mais sustentável e produtivo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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