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Agrishow 2024 fecha com R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios e aposta em melhor experiência ao cliente

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A 29ª edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), encerrou na última sexta-feira (03) com um recorde de R$ 13,608 bilhões em intenções de negócios para máquinas e implementos agrícolas. Este número representa um aumento de 2,4% em relação à edição anterior, que havia registrado R$ 13,290 bilhões.

O evento manteve um público de cerca de 195 mil pessoas, número semelhante ao do ano anterior. A feira atraiu produtores rurais de pequenas, médias e grandes propriedades de todas as regiões do Brasil e até do exterior, o que demonstra seu alcance internacional.

João Marchesan, presidente da Agrishow, destaca que a melhoria da mobilidade e da infraestrutura do evento foram cruciais para proporcionar uma melhor experiência ao público, especialmente para a agricultura familiar, segmento que contribuiu significativamente para o crescimento da feira em 2024.

Apesar do cenário desafiador para o setor, com questões relacionadas ao clima, juros elevados e escassez de recursos controlados, a Agrishow superou as expectativas. “Mantivemos o número de visitantes e aumentamos as intenções de negócios. Para o próximo ano, esperamos que o agronegócio brasileiro esteja ainda mais forte e próspero”, afirma Marchesan.

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A próxima edição da Agrishow está agendada para o período de 28 de abril a 2 de maio de 2025, reforçando o compromisso do evento em continuar sendo um dos principais encontros do agronegócio no Brasil e no mundo. Os organizadores prometem novidades para tornar a experiência ainda mais enriquecedora para visitantes e expositores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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