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Queda na demanda e fracas exportações derrubam preços do milho no Brasil em abril

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O mercado brasileiro de milho teve um mês de abril marcado por preços em declínio. De acordo com a Safras Consultoria, o mês começou com alguma volatilidade devido à instabilidade cambial e às especulações em torno do clima. No entanto, a volta das chuvas em regiões produtoras que enfrentavam seca, especialmente na safrinha, levou ao aumento da oferta, contribuindo para a queda nos preços do milho.

No lado da demanda, o interesse dos compradores permaneceu limitado, uma vez que as previsões indicavam uma colheita satisfatória para a safrinha. No mercado internacional, as exportações brasileiras de milho foram prejudicadas pela forte concorrência com outros países produtores, como a Argentina. Ao mesmo tempo, o viés negativo em Chicago continuou, refletindo expectativas de clima favorável para o plantio e desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

Os valores no mercado interno ilustram essa pressão nos preços. A média do preço da saca de milho no Brasil era de R$ 55,26 no final de abril, uma queda de 2,92% em relação aos R$ 56,92 do fechamento de março. Em Cascavel, no Paraná, o preço do milho permaneceu em R$ 59,00. Em Campinas/CIF, houve uma queda de 3,17%, de R$ 63,00 para R$ 61,00. Na região da Mogiana, em São Paulo, a cotação caiu para R$ 56,00, uma redução de 5,08% em relação a março.

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Outras regiões também registraram flutuações nos preços. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, a cotação do milho caiu de R$ 43,00 para R$ 42,00, uma baixa de 2,33%. Em Erechim, no Rio Grande do Sul, ocorreu um aumento surpreendente de 12,28%, de R$ 57,00 para R$ 64,00. Em Uberlândia, Minas Gerais, a saca de milho passou de R$ 56,00 para R$ 53,00, uma queda de 5,36%. E em Rio Verde, Goiás, a redução foi mais acentuada, com o preço do milho caindo 16,07%, de R$ 56,00 para R$ 47,00.

No que diz respeito às exportações, os números também indicam um cenário desfavorável. O Brasil exportou um total de 62,840 mil toneladas de milho em abril, com uma receita de US$ 21,948 milhões. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 86,6% no valor médio diário das exportações, enquanto a quantidade média diária exportada despencou 88%. Apesar disso, houve um aumento de 11,7% no preço médio por tonelada, atingindo US$ 347,70.

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Esses dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, demonstram que a fraca demanda interna e a limitada presença nas exportações contribuíram para a queda nos preços do milho no Brasil durante o mês de abril. A tendência para maio, conforme a Safras Consultoria, é de que o mercado continue pressionado no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boletim aponta queda nos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico nº 24/2026, com dados atualizados sobre a situação das arboviroses no município. O levantamento, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, mostra uma redução nas médias semanais de casos de dengue e chikungunya ao longo de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na 25ª Semana Epidemiológica, Cuiabá registrou nove casos notificados de dengue e três de chikungunya. No acumulado do ano, a média semanal de notificações de dengue caiu de 75,6 casos em 2025 para 51,8 em 2026. Já a chikungunya apresentou uma redução ainda mais significativa, passando de 434,9 notificações semanais no ano anterior para apenas 4,8 neste ano.

Até 2 de julho de 2026, o município contabilizou 1.295 notificações de dengue, das quais 568 foram confirmadas. Houve um óbito confirmado pela doença e outro permanece em investigação. A incidência é de 70,5 casos por 100 mil habitantes, considerando apenas os casos autóctones.

Em relação à chikungunya, foram registradas 121 notificações e 115 confirmações, sem óbitos. A incidência da doença é de 7,8 casos por 100 mil habitantes. Já a zika contabilizou oito notificações, com três casos confirmados e incidência de 0,4 por 100 mil habitantes.

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Além do monitoramento epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde mantém ações permanentes de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o início do ano, as equipes de vigilância realizaram vistoria em 574.889 imóveis em toda a capital.

Durante as inspeções, foram realizados tratamentos em 60.826 imóveis, 68.063 depósitos com água receberam tratamento adequado e 17.104 depósitos considerados de risco foram eliminados de forma definitiva.

A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, destaca que os indicadores demonstram o impacto das ações de vigilância, mas reforça que a prevenção continua sendo responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.

“A redução dos casos é um resultado importante, fruto do trabalho contínuo das equipes de vigilância e da atenção básica. No entanto, o combate ao mosquito precisa ser diário. A maior parte dos criadouros ainda está dentro das residências, por isso contamos com o apoio da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. A orientação é manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, tampar caixas d’água e realizar inspeções frequentes em calhas, vasos de plantas, pneus e outros objetos.

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Outra medida importante é a vacinação contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o calendário do Ministério da Saúde, sendo aplicada em duas doses.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele ou dor intensa nas articulações, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, evitando a automedicação. A identificação precoce da doença contribui para o tratamento adequado e reduz o risco de complicações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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