AGRONEGÓCIO

Koppert e Embraer unem forças para certificar pulverização aérea de biodefensivos no Brasil

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A aeronave agrícola EMB-203 Ipanema da Embraer será usada para uma série de testes que vão certificar a primeira metodologia de aplicação aérea de defensivos biológicos no Brasil. Esse projeto inovador é liderado pela Koppert, empresa global no desenvolvimento e produção de bioinsumos para agricultura, e tem como objetivo promover práticas sustentáveis no agronegócio nacional.

A colaboração entre a Embraer e a Koppert avaliará os aspectos técnicos necessários para garantir a eficiência e a segurança da pulverização aérea de biodefensivos. O anúncio da parceria foi feito durante a 29ª edição da Agrishow, a maior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, realizada até o dia 3 de maio em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

“A parceria entre Embraer e Koppert representa um avanço significativo na promoção da sustentabilidade no agronegócio brasileiro”, afirmou Gustavo Herrmann, Diretor Comercial da Koppert América do Sul. “Estamos empolgados com a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes.”

A proposta é padronizar uma metodologia científica para aplicação de biodefensivos, garantindo a eficácia no combate a doenças e pragas nas lavouras. A estratégia inclui tecnologias avançadas de monitoramento e a eficiência da pulverização aérea.

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O uso do Ipanema reforça o compromisso com a sustentabilidade, pois é a única aeronave certificada para voar com biocombustível. Movido a etanol, o avião agrícola da Embraer é conhecido por sua robustez e eficiência, sendo um aliado ideal para a aplicação de biodefensivos.

“O agronegócio tem buscado novas tecnologias para aumentar a segurança alimentar e proteger o meio ambiente. Acreditamos que a colaboração entre a Embraer e a Koppert poderá contribuir para novos avanços sustentáveis no setor”, afirmou Sany Onofre, responsável pela produção e comercialização do Ipanema na Embraer.

A iniciativa promete abrir caminho para práticas mais sustentáveis na agricultura brasileira, reduzindo o impacto ambiental e promovendo uma abordagem mais ecológica no combate a pragas e doenças nas lavouras. Com essa parceria, a esperança é estabelecer novos padrões de sustentabilidade e eficiência no setor agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Be8 amplia uso de gordura animal no biodiesel e acelera estratégia de exportação e descarbonização

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A Be8 vem ampliando o uso de gordura animal como matéria-prima para a produção de biodiesel, em um movimento que fortalece sua estratégia de descarbonização, competitividade internacional e diversificação do portfólio energético.

A tendência acompanha o crescimento do uso desse insumo no Brasil e será um dos destaques da participação da companhia na Fenagra 2026, realizada entre 12 e 14 de maio, em São Paulo (SP), no Distrito Anhembi.

Gordura animal ganha espaço na matriz do biodiesel no Brasil

O aumento da participação de gorduras animais na produção de biodiesel está relacionado a fatores econômicos, ambientais e industriais, com destaque para o avanço da economia circular e a redução da pegada de carbono no ciclo de vida do combustível.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o uso de gordura animal como insumo cresceu 32,7% entre 2023 e 2025 na produção de biodiesel no país.

Na Be8, o avanço também foi significativo, com aumento de 15,2% no uso dessa matéria-prima no mesmo período.

Segundo o diretor comercial da empresa, Ricardo Franzen Reckziegel, a soja ainda lidera a produção de biodiesel no Brasil, mas a gordura animal ganha relevância estratégica por ampliar alternativas de suprimento e abrir novas oportunidades de exportação.

Economia circular e menor emissão de carbono impulsionam demanda

O uso de gordura animal na produção de biodiesel aproveita resíduos da indústria de carnes, contribuindo para a redução de desperdícios e para o fortalecimento da cadeia de economia circular no agronegócio e na agroindústria energética.

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Além disso, o biocombustível produzido a partir desse insumo apresenta menor intensidade de carbono ao longo do ciclo de vida, com redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), fator que o posiciona como alternativa relevante diante das metas globais de descarbonização.

Para a Be8, o Brasil possui uma vantagem competitiva ao transformar coprodutos agroindustriais em energia renovável com valor agregado ambiental, econômico e social.

Exportação de biodiesel e presença internacional da Be8

A Be8 também reforça seu posicionamento como exportadora de biodiesel, atividade em que atua desde 2013, com presença consolidada em mercados internacionais.

A participação na Fenagra 2026 é vista pela companhia como estratégica para ampliar conexões comerciais e fortalecer parcerias no setor de energia renovável.

De acordo com o presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella, o evento reúne cadeias produtivas essenciais para o desenvolvimento sustentável e permite avançar simultaneamente em produção de energia e alimentos, com foco em inovação e competitividade.

Diversificação de portfólio acelera transição energética

Além do biodiesel, a Be8 vem ampliando sua atuação em soluções voltadas à transição energética, com destaque para novos projetos industriais e combustíveis de menor impacto ambiental.

Entre os principais desenvolvimentos estão:

Be8 BeVant® e soluções para descarbonização

O biocombustível Be8 BeVant® foi desenvolvido e patenteado pela empresa e já vem sendo utilizado em aplicações industriais e de transporte, com foco na redução de emissões e maior eficiência energética.

Testes realizados em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil na Rota Sustentável COP30 indicaram redução de cerca de 99% das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel convencional, no modelo tanque à roda.

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O produto também foi adotado em iniciativas do setor de transporte de carga e competições automotivas, reforçando seu uso em diferentes aplicações.

Etanol, DDG e glúten vital

Em Passo Fundo (RS), a empresa avança na implantação de uma planta voltada à produção integrada de etanol, DDG e glúten vital, utilizando trigo, triticale e outras culturas como matéria-prima.

A operação deve iniciar até o fim do ano e terá papel estratégico tanto no abastecimento regional de etanol quanto na redução da dependência brasileira de importações de glúten vital.

Captura de CO₂ biogênico

A Be8 também firmou parceria com a Air Liquide Brasil para comercialização de CO₂ biogênico gerado em sua unidade de etanol, ampliando o aproveitamento de subprodutos industriais.

Hidrogênio verde em fase de testes

Outro projeto em desenvolvimento é a estruturação de uma planta-piloto de hidrogênio verde (H2V), com foco no abastecimento de caminhões extrapesados e implantação do primeiro posto dedicado ao combustível no Brasil.

Setor de energia renovável avança com foco em inovação e competitividade

Com a ampliação do uso de matérias-primas alternativas, como a gordura animal, e o desenvolvimento de novas tecnologias, a Be8 reforça sua estratégia de posicionamento no mercado global de energia renovável.

O movimento acompanha a demanda crescente por soluções de baixo carbono e a busca por maior eficiência na utilização de recursos do agronegócio na matriz energética brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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