AGRONEGÓCIO

O nascimento de uma nova geração: Fazenda em Minas Gerais celebra a primeira filha de Tricky Red no Brasil

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Uma fazenda em Minas Gerais está comemorando um marco no melhoramento genético do rebanho leiteiro. A Fazenda Vale do Leite anunciou o nascimento da primeira bezerra filha de Tricky Red, um touro mundialmente conhecido da raça Holandês Vermelho e Branco. Este é o primeiro descendente de Tricky Red a nascer no Brasil, resultado do uso das primeiras doses de sêmen importadas no ano passado.

A introdução de material genético de alta qualidade nas fazendas de gado leiteiro é fundamental para aumentar a eficiência produtiva e econômica. Com animais superiores a cada geração, os produtores podem esperar melhores resultados em suas operações. E agora, com a chegada da primeira filha de Tricky Red, a Fazenda Vale do Leite tem um motivo especial para comemorar.

O touro Tricky Red é um destaque na bateria Leite Europeu da Central ABS, com doses de sêmen convencional e sexado disponíveis para os produtores. Diego Santos, Gerente Técnico e Ferramentas Genéticas Leite da ABS, destaca a satisfação em ver os resultados de seu trabalho. “A Fazenda Vale do Leite confia em nosso trabalho. O touro tinha acabado de chegar no Brasil e, por indicação nossa, eles foram um dos primeiros a utilizar essa genética em nosso país. Agora tive a grata surpresa de receber a foto da bezerra, a primeira filha desse touro nascida no Brasil”, comemora Diego.

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Tricky Red é altamente valorizado por sua impressionante combinação de características, incluindo um Índice de Desempenho Total (TPI) de quase 3.000 e um Mérito Líquido de mais de 950. Ele também é notável por seus 1.670 libras para produção de leite, com percentuais sólidos positivos, uma vida produtiva de 6,5, um DPR de 1,6 e uma baixa contagem de células somáticas (CCS) de 2,73. Em termos de conformação, o touro tem uma pontuação de 1,46 para úbere, tornando-o uma escolha equilibrada para produção, saúde e fertilidade.

O gerente da Fazenda Vale do Leite, Matheus Soares, expressa sua satisfação com a parceria com a ABS e com o nascimento da bezerra. “Ficamos muito felizes com o nascimento dessa bezerra aqui na fazenda, a primeira filha de Tricky Red nascida no Brasil. Para nós, que investimos pesado em melhoramento genético, ter a oportunidade de usar, em primeira mão, a genética desse touro, que está entre os melhores da raça no mundo, é muito gratificante. Agradecemos a parceria da ABS e esperamos que continue gerando bons resultados”, declarou Soares.

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O nascimento da primeira filha de Tricky Red no Brasil marca um passo importante para o melhoramento genético do rebanho leiteiro no país. A Fazenda Vale do Leite, com sua dedicação ao aprimoramento genético, continua a demonstrar como a inovação pode levar a uma produção mais eficiente e sustentável, beneficiando tanto os produtores quanto a indústria de laticínios em geral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Industrialização ganha espaço no agro e biodiesel reforça mudança de perfil do Estado

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Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.

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Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.

Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.

O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.

Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.

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No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.

Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.

Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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