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Estudantes da Escola Governador José Fragelli plantam árvores na Arena Pantanal com o Verde Novo

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Estudantes da Escola Estadual Governador José Fragelli, que funciona dentro do estádio Arena Pantanal, em Cuiabá, realizaram o plantio de árvores com a ajuda do programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira (29 de abril).
 
A iniciativa partiu da própria escola, por meio do Grêmio Estudantil, que procurou o Verde Novo para colaborar com o projeto “Adote sua árvore”, que tem a proposta de criar uma relação de comprometimento entre a escola e os alunos, além de cooperar com o meio ambiente.
 
“Nós tivemos essa iniciativa de trazer um plantio, era uma ideia nossa por conta do Dia da Terra, e procuramos o projeto para que eles pudessem nos auxiliar nessa iniciativa. Entramos em contato e foi tudo muito fácil, eles vieram, conversaram com a gente, vimos a área que iríamos plantar e hoje estamos efetuando. Esse incentivo é bom porque vai trazer a ligação da escola com o meio ambiente, quanto para mostrar aos alunos a importância de conviver com a natureza, reflorestar e trazer o título novamente de Cidade Verde para Cuiaba”, disse a aluna Camila Mel Ribeiro Ramos, que foi quem procurou o Verde Novo e é diretora de Meio Ambiente e Saúde do Grêmio Estudantil da escola.
 
A procura pela própria escola foi um dos aspectos destacados pela engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba. “Foi muito satisfatório saber que o Programa Verde Novo está crescendo, sendo divulgado, muita gente conhecendo o programa e nos procurando. Essa ação partiu dos alunos. Com grande satisfação recebemos esses alunos, fizemos essa ação de plantio com eles, explicamos sobre o programa e quem vai cuidar dessas mudas são os próprios alunos”.
 
O professor que supervisionou a turma durante o plantio, Felipe da Cruz Miranda, falou da importância da parceria entre o Poder Judiciário e a educação, no sentido de trazer integração entre as partes envolvidas.
 
“Essa integração entre a sociedade e a escola é muito importante. Essas parcerias devem abranger todas as áreas da educação. São parcerias que fortalecem a escola, que trazem benefícios para os dois lados. Além disso, é uma ação que valoriza a nossa cidade, o nosso ambiente, está para além dos muros da escola. Isso incentiva os alunos a se engajarem mais na educação, incentiva os professores a verem que o grêmio é ativo e traz parcerias importantes. Isso tudo faz um processo muito mais amplo e completo para o benefício de todos aqui na escola”, destacou o professor.
 
Foram plantadas 35 árvores nativas e frutíferas, que serão cuidadas pelos alunos, e foi repassado o conhecimento necessário sobre as espécies e os cuidados que elas demandam.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida dos alunos antes do plantio. 17 anos e alunas posam para a foto, alguns estão em pé e outros agachados, ao lado da engenheira Rosiani e à frente há uma muda de árvore e um regador. Eles estão na grama, ao ar livre, ao fundo o Ginásio Aecim Tocantins, ao lado da Arena Pantanal, há árvores ao redor e céu azul. Imagem 2: foto horizontal colorida da aluna Camila Mel. Ela está agachada ao lado da muda que plantou, segura uma estaca e sorri para a câmera. Ela veste uniforme azul com listras verde e amarelo, está com as bochechas pintadas de verde, usa aparelho e tem cabelos castanhos. Imagem 3: foto horizontal colorida do momento do plantio. O professor Felipe está agachado, com as duas mãos na terra, plantando a muda, a aluna Camila está ao lado dele e à frente a engenheira Rosiani. Todos estão agachados ao redor da planta. Eles estão ao ar livre, sob o sol, há árvores ao redor, céu azul e gramado.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Anderson Lobão
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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