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Comarca de Sorriso realizará mais de 1.000 Círculos de Construção de Paz até final de junho

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Até o final do mês de junho, o Poder Judiciário de Mato Grosso e o município de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) terão realizado mais de 1.000 Círculos de Construção de Paz, aplicados nos mais diferentes espaços de convivência como escolas, projetos sociais de acolhimento à família, entidades de amparo aos idosos, rede municipal de saúde e assistência social, instituições de segurança pública e demais órgãos municipais. Ao final do período, mais de 17.000 participantes terão sido alcançados pelos efeitos restaurativos dos círculos de paz. O movimento envolve a participação de 155 facilitadores, dedicados exclusivamente à construção de novos valores e de uma sociedade ainda mais acolhedora. 
 
 
Somente na área da educação, a expectativa é que sejam realizados aproximadamente 700 círculos de paz, totalizando algo em torno de 11.000 participações. O movimento só é possível graças a Lei nº 3.366/2023, que instituiu o Programa Municipal de Construção de Paz nas Escolas, resultado da parceria firmada entre o Poder Judiciário de Mato Grosso e a Prefeitura de Sorriso. Com a parceria, o Poder Judiciário avança com a meta de levar a pacificação social para 100% das escolas do Estado. 
 
 
O trabalho de apoio às comarcas é realizado pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), que também é presidido pela presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e coordenado pelo juiz auxiliar da presidência do TJMT, Túlio Duailibi. 
 
 
Na Comarca de Sorriso, o trabalho de acompanhar e orientar as instituições públicas é realizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflito e Cidadania (Cejusc), coordenado pelo juiz Anderson Candiotto.  
 
 
Temas como bullying, respeito, tolerância e empatia estão sendo trabalhados por facilitadores de círculos de construção de paz, com o objetivo de pacificar as relações nos mais diferentes espaços de convivência, com especial atenção para o ambiente escolar. Dentro das escolas, os círculos atuam para o resgate das relações e na construção de um ambiente seguro de harmonia e maior compreensão entre os alunos, com resultado direto no combate à violência e a evasão. 
 
 
Dores emocionais, vividas em períodos importantes da vida, como a infância e a juventude, acabam se tornando traumas, vividos repetidamente ao longo da vida, como um gatilho sem fim. Com a dose certa de empatia, afetuosidade e responsabilidade emocional, diálogos bem estruturados, são capazes de promover a compreensão sobre o quanto semelhante são os desafios, as dores e as dificuldades experimentadas por todos. São nesses espaços, que jovens e adolescentes tem a possibilidade de expressar seus medos e até mesmo externar a existência de conflitos vividos dentro e fora do ambiente escolar, dando início ao processo de cura. 
 
 
Para o juiz coordenador do Cejusc de Sorriso, Anderson Candiotto, o objetivo do movimento é oportunizar espaços sadios e terapêuticos de fala e convivência, tendo como resultado a valorização da pessoa e de seus direitos. 
 
 
“Oportunizar diálogo solidário e cooperativo, propiciando espaço sadio e terapêutico de fala e compreensão, com enaltecimento da valoração da pessoa e seus direitos, da sua dignidade e da sua condição de ser humano! Essa é a direção que nos guia, nos seguros e inspiradores passos da desembargadora Clarice Claudino, rumo a tão almejada sociedade justa, solidária e fraterna. Esse é motivo da nossa dedicação na organização e realização dos mais de mil círculos de paz preparados para o primeiro de 2024”, contextualizou Candiotto. 
 
 
“O trabalho realizado pelo Poder Judiciário em percorrer os municípios para a implantação dos círculos de paz como ferramenta de pacificação social, em especial para o cuidado com o ambiente escolar é extraordinário, e certamente trará frutos preciosos para a sociedade. Em Sorriso, temos nos dedicado para que a política da paz social se torne cada vez mais forte, e graças à parceria com o Judiciário, os círculos passaram a fazer parte do calendário de ações realizado em 100% das escolas da rede municipal, abrindo a oportunidade de intermediar conflitos, e permitindo que as pessoas possam ser ouvidas e assim terem suas dores e emoções tratadas”, frisou o prefeito de Sorriso, Ari Lafin. 
 
 
Segundo a secretária municipal de Educação, Lúcia Korber Drechsler, a meta do município é realizar até o final do ano mais de 1.500 círculos nas unidades escolares. “Em 2023, Sorriso implementou a prática dos Círculos de Construção de Paz, e com a parceria do Cejusc realizamos a formação dos primeiros facilitadores que passaram a atuar na realização dos primeiros círculos, e a partir deste ano, a prática passou a fazer parte do calendário oficial da rede municipal de educação. Trabalhamos com seis facilitadores fixas que percorrem as unidades escolares aplicando os círculos, e dentro das semanas da paz realizamos um trabalho mais robusto com a participação de 100% dos facilitadores”.  
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Crianças com idade entre seis e oito anos sentadas em círculo seguram em suas mãos um pequeno papel colorido. No centro da roda, peças formam o objeto de centro com livros um coração vermelho de pelúcia, um pequeno vaso de lírio da paz e tarjetas com palavras como amor, paz, respeito, generosidade, humildade, confiança e lealdade. Segunda imagem: Crianças de pé em círculo posicionam as mãos estendidas no centro do círculo e sorriem para a foto. Terceira imagem: Foto ampliada do objeto de centro formado por palavras que expressam valores como respeito, coragem, amizade, compaixão e ao centro um urso de pelúcia na cor marron e um elefante de pelúcia na cor rosa.  
 
 
Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa TJMT 
 
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Congresso reúne magistrados e especialistas para discutir transformações nas relações familiares

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Visão geral de um auditório lotado com pessoas de pé. No palco iluminado, autoridades perfiladas diante de um grande painel com a bandeira do Brasil. Um tapete vermelho cruza o corredor central.Começou na quarta-feira (24) o Congresso IBDFAM Mato Grosso – “Entre a terra, os laços e os algoritmos: o futuro do Direito das Famílias e Sucessões”. Com programação até sexta-feira (26), o evento reúne especialistas de diversas áreas para debater os impactos sociais, jurídicos e tecnológicos nas relações familiares atuais.

Realizado com apoio do Poder Judiciário de Mato Grosso, o congresso acontece no auditório do Fórum de Cuiabá. Estão em debate temas como “As transformações das famílias e suas contratualizações”, “Instrumentos de planejamento sucessório no agronegócio”, “Luto e litigância: como fica a criança”, “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”, entre outros.

O Congresso IBDFAM é considerado um dos principais eventos da área no estado e conta com a participação de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), profissionais do Direito, acadêmicos e especialistas para debater temas atuais relacionados às famílias, sucessões e aos impactos das novas tecnologias nas relações humanas.

Mulher de óculos e camisa branca fala ao microfone em um púlpito com o logotipo do Congresso IBDFAM Mato Grosso. Ao lado, uma intérprete de Libras e, ao fundo, as bandeiras do Brasil e do estado.Representando o presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques destacou que o evento preenche uma lacuna de muitos anos sem um encontro dessa magnitude no estado. Para ela, esses encontros ajudam a preparar e melhorar todo o sistema de justiça para o atendimento das demandas da sociedade.

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“Precisamos estar preparados para acolher o cidadão, pois ninguém vai ao fórum se não para resolver alguma situação que está o ferindo. Saliento sempre que o ideal é que a gente consiga fazer com que as pessoas deixem a nossa presença melhor do que elas chegaram, menos sofridas. Por isso, é importante a participação efetiva de todos do sistema de justiça”, disse a magistrada.

Mulher de cabelo preso e blazer floral brilhante concede entrevista, falando ao microfone da TV Jus. Ao fundo, um painel do IBDFAM Mato Grosso com o tema do evento sobre o Direito das Famílias.A presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) de Mato Grosso, Emanouelly Costa Nadaf, destacou que há cerca de 11 anos não era realizado um congresso de direitos de família e sucessões no estado. Nesse contexto, ela enfatizou que o apoio do TJMT foi fundamental para que o projeto saísse do papel.

“O Judiciário de Mato Grosso realmente abraçou essa causa, enxergando a grandiosidade e o quanto este evento vai ser transformador para todos que atuam nessa área. Então, só temos a agradecer, porque sem o TJMT não teríamos a possibilidade de construir esse ambiente para debater temas tão necessários e urgentes”, afirmou Emanouelly.

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Uma das palestrantes do congresso é a juíza Angela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez, titular da 1ª Vara Especializada da Família e Sucessões de Cuiabá. A magistrada abordará o tema “Namoro qualificado e união estável – a instrumentalização”. Para a juíza, eventos como este qualificam os magistrados e geram impactos positivos no atendimento da população.

“Quanto mais preparados estejam todos os operadores da rede judicial, maior será o impacto na comunidade em geral. Isso nos fortalece e abre as nossas visões para as múltiplas realidades. Nós desejamos e estamos trabalhando para esse aprimoramento da justiça e de todo o circuito judicial para que a nossa população seja atendida cada vez mais com eficiência”, argumentou.

Também estavam presentes na solenidade de abertura a diretora do Foro da Comarca de Cuiabá, juíza Hanae Yamamura de Oliveira, o juiz Jamilson Haddad Campos, que é vice-presidente do IBDFAM de Mato Grosso, magistrados e magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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