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Itaú BBA lança mais uma linha de financiamento de práticas ESG no agro e desembolsa R$ 80 milhões para o Grupo Roncador

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O Itaú BBA financiou por meio de uma Cédula de Produto Rural (CPR) “Cobertura” emitida pelo Grupo Roncador, considerado um dos principais grupos agropecuários do Brasil, o valor de R$ 80 milhões. A modalidade, que compõe a prateleira de produtos ESG Agro do Itaú BBA, se destina ao financiamento de culturas anuais, cobrindo despesas normais do ciclo produtivo, e tem como critério a adoção do cultivo de cobertura no período da entressafra.

A linha exige que o cliente comprove a adoção de cobertura viva na entressafra em uma área equivalente a pelo menos 25% da área financiada. O monitoramento é realizado por imagens de satélite e a comprovação pode considerar o período de entressafra anterior ou posterior à safra que está sendo financiada. Dessa forma, a linha reconhece tanto uma boa prática muitas vezes já adotada em parcelas até maiores do que a mínima exigida, como estimula aqueles que ainda não a adotam.

O plantio “direto na palha”, sem o revolvimento do solo, é uma prática comum entre os produtores brasileiros, mas o plantio de uma cobertura na entressafra nem sempre é adotado. Tal prática compõe o Sistema de Plantio Direto (SPD) e tem diversos impactos positivos para as lavouras, dentre eles, a manutenção do carbono no solo e, consequentemente, a redução de emissões do sistema. “Através de uma linha simples, disponível tanto em CPR como em Crédito Rural, incentivamos a adoção de uma das principais práticas de agricultura regenerativa e associamos nosso crédito a uma atividade de menor emissão”, explica Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA.

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O Grupo Roncador integra pecuária e agricultura regenerativas de alta tecnologia e os benefícios podem ser vistos na melhoria constante do solo, na conservação da floresta, na diversidade da fauna, no aumento da produção de alimentos e na evolução do balanço de gases de efeito estufa (GEE). “A Terra é percebida como um organismo vivo do qual a humanidade faz parte e a fazenda como um organismo agrícola vivo que recebe o impacto positivo ou negativo das ações e decisões tomadas. Buscar o equilíbrio do sistema produtivo focando em três pilares: sustentabilidade econômica; sustentabilidade social e sustentabilidade ambiental é a nossa missão e acreditamos que criar modelos inovadores de financiamento para acelerar a transição de sistemas alimentares rumo à sustentabilidade seja essencial para o reequilíbrio do planeta e bem-estar da humanidade”, afirma Pelerson Dalla Vecchia, presidente do Grupo Roncador.

As modalidades ESG de Produtos Agro são parte da estratégia do Itaú BBA de apoiar a transição para uma agricultura de baixa emissão, incentivando boas práticas e provendo soluções escaláveis alinhadas ao compromisso institucional de reduzir emissões financiadas. Atualmente, a prateleira de produtos ESG Agro do Itaú BBA conta com cinco modalidades temáticas: (1) Bioinsumos – Comercialização, (2) Bioinsumos – Uso, (3) Certificações, (4) Energia Solar, (5) Cobertura. Adicionalmente, a estratégia do banco contempla o apoio a programas que fomentam a adoção de boas práticas de produção e que contribuem com o desenvolvimento sustentável do setor.

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Para elegibilidade às linhas de produtos ESG Agro do Itaú BBA e manutenção das operações com classificação ESG, além dos critérios de cada modalidade, são considerados critérios socioambientais adicionais aos de operações convencionais do banco.

Desde 2021, conectado ao compromisso Net Zero, o banco tem construído uma agenda de produtos ESG para o Agro e se posicionado como banco apoiador da transição para uma economia de baixa emissão de gases de efeito estufa. A adoção das tecnologias e práticas de agricultura de baixa emissão resultam em ganhos expressivos de produtividade e resiliência dos sistemas, o que torna o processo ainda mais oportuno tanto do ponto de vista do produtor como do banco.

Fonte: Itaú Unibanco

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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