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Balança comercial registra superávit de US$ 2,94 bilhões na terceira semana de abril

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A Balança Comercial brasileira registrou um superávit de US$ 2,94 bilhões na terceira semana de abril de 2024, resultado de exportações no valor de US$ 8 bilhões e importações de US$ 5,1 bilhões. A corrente de comércio no período atingiu US$ 13,1 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22/04) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Ao longo do mês de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 22,4 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 14,7 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7,7 bilhões. A corrente de comércio no mês totalizou US$ 37,06 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 100,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 73,9 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 26,7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 174,5 bilhões.

Comparação com Abril de 2023

A análise das médias diárias até a terceira semana de abril de 2024, em comparação com abril de 2023, mostra uma queda de 1,0% nas exportações, de US$ 1,51 bilhão para US$ 1,49 bilhão. Quanto às importações, a queda foi mais acentuada, com um declínio de 7,9%, passando de US$ 1,064 bilhão para US$ 979,94 milhões.

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Setores e Produtos

Ao comparar as exportações setoriais até a terceira semana de abril de 2024 com o mesmo período do ano anterior, houve uma queda significativa no setor agropecuário, com redução de US$ 112,7 milhões (-22,9%). Por outro lado, a indústria extrativa apresentou um crescimento de US$ 100,21 milhões (35,4%), e a indústria de transformação teve um ligeiro aumento de US$ 3,19 milhões (0,4%).

No que se refere às importações, o setor agropecuário apresentou crescimento de US$ 6,09 milhões (31,6%). Em contrapartida, a indústria extrativa teve uma queda de US$ 26,53 milhões (-29,3%), e a indústria de transformação mostrou uma redução de US$ 61,11 milhões (-6,5%).

Esses resultados ilustram uma dinâmica comercial complexa, com variações significativas em diferentes setores, refletindo as oscilações do mercado global e as políticas de comércio exterior do Brasil.

Balança Comercial Preliminar Parcial – 3º semana de abril/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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