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Desafios da produção cafeeira: Controle do bicho-mineiro requer uso estratégico de inseticidas

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A produção de café no Brasil alcançou números impressionantes em 2023, ultrapassando 55,1 milhões de sacas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando o país como o maior produtor global do grão. Entretanto, essa conquista enfrenta constantes desafios devido à presença do bicho-mineiro, uma praga que pode comprometer até 70% das lavouras.

Protegendo os cafezais – Para proteger os cafezais contra essa ameaça, os cafeicultores precisam adotar estratégias de manejo integrado, incluindo o uso criterioso de inseticidas. De acordo com Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, a disseminação do bicho-mineiro é influenciada por diversos fatores, como as condições climáticas e o sistema de cultivo.

Impacto devastador – Kagi destaca que os danos causados por essa praga podem ser significativos, resultando em perdas financeiras substanciais e redução da produtividade das plantações de café para a próxima safra. A ação das larvas do bicho-mineiro compromete a capacidade das plantas de realizar fotossíntese, levando ao declínio das regiões afetadas.

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Estratégias de controle – Diante desse cenário, técnicas de manejo integrado tornam-se cruciais para preservar a produtividade das lavouras. O monitoramento cuidadoso dos cafezais é o primeiro passo para um controle eficaz, exigindo uma inspeção minuciosa para detectar a presença de ovos e lesões nas folhas.

Uso de inseticidas – O controle químico é uma das principais ferramentas utilizadas para combater essa praga, especialmente em áreas com alta incidência. A aplicação de inseticidas durante o ciclo inicial do bicho-mineiro reduz a infestação e previne novos surtos durante as fases de colheita e pré-floração. É fundamental garantir a calibração adequada da pulverização e aplicar os produtos no momento indicado, conforme orientações específicas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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