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Colheita de Arroz no RS atinge 67%

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O mais recente levantamento do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 603.136 hectares de arroz já foram colhidos no Rio Grande do Sul, representando 67% dos 900.203 hectares semeados na safra 2023/2024. O avanço, porém, foi limitado a cerca de nove pontos percentuais, devido às chuvas intensas e enchentes que afetaram algumas regiões produtoras na última semana.

A produtividade média registrada até o momento é de 8.674 quilos por hectare, com tendência de queda nas últimas semanas. Segundo o Irga, a média mais alta foi observada no levantamento de 20 de março, quando atingiu 8.817 kg/ha. No entanto, até 17 de abril, a produtividade caiu para 8.674 kg/ha, uma redução de 143 kg/ha. A previsão é de que essa tendência continue, devido aos danos causados pelas enchentes e outros problemas decorrentes das fortes chuvas.

Entre as seis regionais, as mais adiantadas na colheita são as Planícies Costeira Interna e Externa, ambas com 73% das áreas colhidas. Já a região Central é a mais atrasada, com apenas 50% da colheita concluída. Apenas 3,1% do arroz ainda está em estágio reprodutivo, enquanto 28,3% já está em fase de maturação.

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As informações do levantamento foram obtidas pelas equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga, que trabalham junto aos produtores de arroz do Rio Grande do Sul.

Aqui está o avanço da colheita por regional:

  • Planície Costeira Interna: 97.394 hectares colhidos (73%) de 132.918 hectares semeados.
  • Planície Costeira Externa: 73.384 hectares colhidos (73%) de 100.003 hectares semeados.
  • Fronteira Oeste: 187.407 hectares colhidos (71%) de 263.903 hectares semeados.
  • Campanha: 93.004 hectares colhidos (71%) de 130.954 hectares semeados.
  • Zona Sul: 92.579 hectares colhidos (60%) de 154.318 hectares semeados.
  • Central: 59.311 hectares colhidos (50%) de 118.107 hectares semeados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional

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A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.

Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.

No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.

Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.

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Câmbio volta a favorecer exportações do arroz

O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.

Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.

Fundamentos globais indicam ajuste de oferta

No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.

Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.

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Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul

No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.

Setor aguarda reação mais consistente do mercado

Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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