AGRONEGÓCIO

Mercados em Hong Kong sobem com novas medidas; ações chinesas recuam

Publicado em

Os mercados acionários em Hong Kong tiveram um salto nesta segunda-feira, impulsionados pela decisão do órgão regulador chinês de reforçar o papel da cidade como um importante centro financeiro global. Por outro lado, as ações chinesas registraram queda, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores.

A China anunciou na última sexta-feira que facilitará a listagem de grandes empresas chinesas em Hong Kong e ampliará o esquema de investimento transfronteiriço conhecido como Stock Connect. A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CRVM) afirmou que o investimento entre a China continental e Hong Kong será ampliado para incluir fundos de investimento imobiliário, além de ações denominadas em iuan listadas em Hong Kong. Além disso, a barreira será reduzida para fundos negociados em bolsa, no âmbito do Stock Connect.

Enquanto isso, as ações asiáticas recuperaram algumas das perdas recentes, com investidores demonstrando menor preocupação com um conflito mais amplo no Oriente Médio. Esse alívio ajudou a elevar o rendimento de títulos e impulsionou o apetite por ativos mais arriscados.

Leia Também:  Câmara aprova novas regras para seguro obrigatório de veículos

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,77%, encerrando o dia com 16.511 pontos. O subíndice que acompanha ações de tecnologia teve um expressivo aumento de 3,77%, enquanto o setor financeiro registrou alta de 1,64%. O setor imobiliário também apresentou bom desempenho, com crescimento de 1,56%.

No entanto, as ações chinesas não seguiram a mesma tendência. O índice de Xangai caiu 0,67%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, fechou em baixa de 0,3%.

Em outras partes da Ásia, houve movimentos mistos. Em Tóquio, o índice Nikkei teve um avanço de 1,00%, enquanto em Seul, o índice KOSPI valorizou-se 1,45%. Taiwan registrou um recuo no índice TAIEX, que caiu 0,59%.

Já em Cingapura, o índice STRAITS TIMES subiu 1,53%, e em Sydney, o índice S&P/ASX 200 registrou alta de 1,08%. Esses resultados mostram uma certa volatilidade nos mercados asiáticos, refletindo os desafios e oportunidades que surgem no cenário econômico global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Brado Registra Crescimento de 36% no Transporte de Defensivos Agrícolas e Melhora em Eficiência Logística

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  UPL defende papel central da agricultura na redução de emissões de carbono durante a COP30 em Belém

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Agristar do Brasil Lança Mais de 10 Novas Soluções para Horticultura Nacional

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA