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Armazém prepara caldo gigante na festa regional da tilápia

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Um grande evento culinário promete agitar a cidade de Armazém (140km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, no próximo final de semana (27 e 28.04), com a preparação de um caldo de tilápia que utilizará mais de 700 kg de peixe em uma panela de quase 12 toneladas, com cerca de 2500 litros de caldo. A terceira edição da Festa Regional da Tilápia de Armazém oferecerá, gratuitamente, o caldo do peixe para aproximadamente 4.500 pessoas.

A escolha da tilápia como prato principal desta festa não é por acaso. O Brasil é o quarto maior produtor mundial da espécie, com produção de 579 mil toneladas em 2023. Esse número representa um crescimento de 5,28% em relação ao ano anterior e demonstra o interesse crescente dos consumidores pela tilápia.

O aumento na produção de tilápia no Brasil é evidenciado pelo mais recente levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). A produção de tilápia no país saltou de 285 mil toneladas para 579 mil toneladas nos últimos dez anos. Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de produtores de tilápia, ficando atrás apenas de China, Indonésia e Egito.

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Em 2023, a produção nacional de peixes de cultivo atingiu 887.029 toneladas, um crescimento de 3,1% em relação a 860.355 toneladas no ano anterior. Dessa totalidade, a tilápia representou 579.080 toneladas, ou 65,3% do total. Outras espécies, como peixes nativos, carpa, truta e pangasius, também tiveram participação significativa, mas em menor escala.

O Paraná destaca-se como o líder em produção no setor, enquanto a região Sul do país mantém sua posição predominante, abrigando um terço do total nacional. Segundo Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, a tilápia vem ganhando espaço no mercado devido ao aumento do interesse dos consumidores pela espécie, conhecida por sua qualidade e presença em cardápios nacionais.

A FESTA – A prefeitura de Armazém, autodenominada Capital Catarinense da Tilápia, destaca que a festa não só promove o prato como também oferece aos visitantes a oportunidade de experimentar uma iguaria única, preparada na maior panela do mundo. Além do caldo de tilápia, os visitantes poderão degustar um molho especial preparado com banha suína, tomate e caldo de galinha, prometendo uma experiência gastronômica rica.

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O evento contará ainda com atrações variadas, proporcionando entretenimento e diversão para todos os presentes. A preparação do caldo será auxiliada por uma retroescavadeira, destacando a escala monumental do prato servido. A Festa Regional da Tilápia em Armazém demonstra a importância cultural e econômica da piscicultura na região, bem como seu impacto na culinária local e nacional.

Serviço:

O quê: Festa Regional da Tilápia
Quando: 27 e 28 de abril
Onde: Armazém, Santa Catarina
Entrada: Gratuita

Fonte: Pensar Agro

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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