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Boletim do Leite do Cepea de abril: Destaques e tendências

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Preços ao produtor em ascensão, mas desafio de repasse preocupa

O preço do leite captado em fevereiro registrou o quarto aumento mensal consecutivo, atingindo R$ 2,2347/litro na “Média Brasil” do Cepea. Apesar desse avanço, há preocupações sobre a dificuldade em repassar essas altas ao consumidor. As pesquisas em curso indicam que o leite cru captado em março deve manter-se valorizado, com um possível aumento em torno de 4%.

Menor oferta impulsiona preços dos derivados

Os preços dos derivados lácteos no atacado de São Paulo continuaram em alta pelo terceiro mês seguido, impulsionados pela escassez de matéria-prima. Em março, as cotações médias do leite UHT e da muçarela registraram aumentos reais de 3,9% e 0,25%, respectivamente, em comparação com fevereiro. Por outro lado, em relação ao mesmo período do ano passado, observa-se uma desvalorização real desses produtos.

Redução nas importações pelo terceiro mês consecutivo

As importações brasileiras de derivados lácteos continuaram em declínio em março, mantendo a tendência dos dois meses anteriores. As exportações também recuaram em relação a fevereiro, resultando, no entanto, em uma redução do déficit na balança comercial do setor. Apesar da queda nas importações, o volume adquirido ainda foi 14,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

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Estabilidade nos custos encerra o primeiro trimestre de 2024

O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira se manteve estável de fevereiro para março, considerando a média das principais bacias leiteiras do Brasil. Com isso, o primeiro trimestre de 2024 encerrou com uma leve retração nos custos, de 0,3%. Apesar da leve recuperação nas cotações de grãos, os preços dos insumos destinados à dieta animal continuaram em queda.

Confira o Boletim do Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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