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Análises de algodão na Bahia crescem em 25,75% para o mercado consumidor

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Segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), as análises realizadas no Centro de Análise de Fibras, localizado em Luís Eduardo Magalhães, alcançaram um total de 3,55 milhões de amostras na safra 2022/23, representando um crescimento de 25,75% em relação ao ciclo anterior. Esses dados foram divulgados no início de abril, após a consolidação do relatório do volume de fibra analisada ao longo do ciclo produtivo.

Eficiência no Processo Operacional

Sérgio Brentano, gerente do Centro de Análises de Fibras da Abapa, destaca a eficiência do trabalho realizado no laboratório, fundamental para atender às demandas dos produtores. Ele enfatiza que o laboratório é reconhecido pelo alto nível técnico, fornecendo resultados confiáveis e satisfatórios aos cotonicultores e usinas. A crescente procura dos produtores pela classificação da fibra é evidenciada pelo volume expressivo de amostras, chegando a até 40 mil em um único dia.

Maior da América Latina

Considerado o maior da América Latina, o Centro de Análise de Fibras da Abapa possui a capacidade de analisar 25 mil amostras por dia. Durante o período de safra, a equipe, composta por 20 colaboradores efetivos, é reforçada com a contratação de 100 novos profissionais para atender à demanda das usinas de beneficiamento e dos produtores da Bahia e da região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins e Piauí. As amostras são classificadas e separadas de acordo com características essenciais para o uso no setor têxtil, como comprimento, resistência e uniformidade da fibra.

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Qualidade Reconhecida

O presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, ressalta que as condições favoráveis de clima e solo, aliadas às boas práticas agrícolas dos cotonicultores da região, contribuem para a qualidade do algodão na Bahia. Ele enfatiza que o laboratório central, em Brasília, valida e atesta essa qualidade ao conferir com precisão as análises realizadas pelo Centro de Análises da Abapa. Com mais de 99% de confiabilidade das amostras verificadas, reforça-se todo o trabalho de excelência desenvolvido na análise da fibra em território baiano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago após volatilidade e pressão logística limita rentabilidade no Brasil

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O mercado da soja iniciou a quarta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias em meio à forte volatilidade internacional. Os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, às tensões no Oriente Médio e às condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano, fatores que continuam ditando o comportamento das commodities agrícolas.

Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam perdas entre 5,75 e 6 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/26 era cotado a US$ 12,07 por bushel, com recuo de 2,25 centavos. Já os vencimentos julho e agosto operavam próximos de US$ 12,03 e US$ 12,04 por bushel, respectivamente.

O movimento representa um ajuste técnico após a alta recente, sustentada principalmente pelas expectativas envolvendo possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. Apesar disso, o mercado ainda não observa sinais concretos de avanço da demanda asiática, o que mantém os agentes mais cautelosos.

Além do cenário geopolítico, o clima nos Estados Unidos segue no radar. O plantio da nova safra americana avança em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas relativamente positivas em grande parte do cinturão produtor. O desenvolvimento das lavouras também ocorre de forma satisfatória, fator que reduz espaço para altas mais intensas nas cotações internacionais.

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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da soja avançou de 49% para 67% da área prevista, superando as expectativas do mercado e também o ritmo registrado no mesmo período do ano passado.

No complexo soja, os futuros do farelo também operavam em baixa nesta manhã, acompanhando o milho. Já o óleo de soja apresentava leves ganhos.

Mercado interno tem sustentação, mas logística preocupa

No Brasil, os preços seguem relativamente firmes em algumas regiões, embora os gargalos logísticos e os elevados custos de armazenagem e frete continuem limitando a rentabilidade dos produtores.

No Paraná, a soja no interior era indicada a R$ 123,67 por saca, com leve alta diária de 0,13%, enquanto o porto de Paranaguá registrava R$ 130,57, avanço de 0,66%. Em Ponta Grossa, as indicações chegaram a R$ 128,50 por saca.

A disputa por armazenagem se intensificou no estado diante do avanço da produção de etanol de milho e do início do plantio de trigo, pressionando a logística regional.

No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram recuperação nominal, com Santa Rosa e Passo Fundo cotados a R$ 126,00 por saca e o porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da safra gaúcha para pouco mais de 19 milhões de toneladas — abaixo da projeção inicial de 21,44 milhões — reforçou a percepção de perdas provocadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo.

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O mercado também monitora o risco de paralisações no transporte rodoviário e as incertezas envolvendo o piso mínimo do frete, fatores que elevaram os prêmios de risco no setor.

Em Santa Catarina, a colheita já supera 70% da área cultivada, com preços ao redor de R$ 131,00 no porto de São Francisco do Sul.

Centro-Oeste registra safra recorde, mas enfrenta gargalos

No Centro-Oeste, os números de produção seguem robustos. Mato Grosso do Sul encerrou a safra com volume recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões de toneladas.

Apesar da safra elevada, produtores enfrentam dificuldades relacionadas à capacidade de armazenagem, ao alto custo dos fretes e à pressão sobre a infraestrutura logística, cenário que reduz margens e limita oportunidades de comercialização mais vantajosas.

Segundo a Conab, a colheita brasileira da soja já alcança 98,8% da área cultivada, consolidando a reta final dos trabalhos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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