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Produção mundial de café estimada para safra 2023-2024 totaliza 171,4 milhões de sacas de 60kg

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A produção total de café em nível mundial estimada para a safra 2023-2024 atingiu o volume físico equivalente a 171,4 milhões de sacas de 60kg. Como parte desse volume, a safra dos cafés da espécie de Coffea arabica (café arábica) foi calculada em 97,3 milhões de sacas, que correspondem a 56,7%, e, adicionalmente, a de Coffea canephora (robusta+conilon) 74,1 milhões de sacas, as quais representam 43,3% do total geral mundial.

Com base nestes dados, vale estabelecer um comparativo do total da produção mundial das duas espécies de cafés desta safra em referência, especificamente no caso presente desta análise e divulgação, somente dos três países maiores produtores de cafés do mundo, que são o Brasil, o Vietnã e a Colômbia, cujo somatório das respectivas safras totaliza o equivalente a 97,08 milhões de sacas de 60kg, volume físico que representa 57% da safra mundial prevista.

Assim, analisando em detalhes a produção de café desses três países, no contexto do cenário da produção cafeeira mundial, constata-se que a safra total dos Cafés do Brasil foi estimada em 58,08 milhões de sacas de 60kg, as quais representam em torno de 34% da produção global. Tais números confirmam que o Brasil lidera de forma absoluta a produção mundial de café há várias décadas.

Complementando esta análise, verifica-se que na segunda posição desse ranking destaca-se o Vietnã, cuja produção foi estimada em 27,5 milhões de sacas, volume que representa 16% da safra mundial. E, por fim, a Colômbia figura em terceiro lugar, com previsão de colher 11,5 milhões de sacas de café, safra que representa em torno de 6,7% do total estimado para a safra global 2023-2024.

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Antes de prosseguir com esta avaliação da performance dos três países que mais produzem cafés no mundo, vale destacar que os dados em tela foram obtidos do Sumário Executivo do Café – Abril 2024, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pelo Departamento de Análise Econômica e Políticas Públicas – DAEP, da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA.

Tal estudo, que também é divulgado mensalmente na íntegra pelo Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, contempla vários tópicos relevantes do setor cafeeiro, como: ‘Oferta e Demanda Café Verde’, e, neste caso, aborda a produção do mundo, detalhando a do Vietnã e da Colômbia, e, adicionalmente, no quadro Café Total (Arábica+Robusta), a safra do Brasil. Traz ainda os quadros ‘Comparativos de área, produtividade e produção’, e, mais que isso, a ‘Evolução mensal das exportações e importações brasileiras de café’, ‘Estoques’, ‘Preços mínimos de garantia’, além de outros dados importantes de interesse do setor cafeeiro que merecem ser conferidos.

Expandindo esta análise comparativa da produção destes três países em foco, neste caso específico por espécie de cafés, primeiramente do C. arabica, a qual foi estimada em nível mundial em 97,3 milhões de sacas de 60kg para a safra 2023-2024, verifica-se que a produção do Brasil representará perto de 42% da produção mundial.

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E, na sequência desse ranking, como a produção da Colômbia foi estimada em 11,5 milhões de sacas, tal performance produtiva equivalerá em torno de 12% da safra global. Por fim, como o Vietnã produzirá apenas 900 mil sacas de C. arabica, esse desempenho corresponderá a menos de 1% do total mundial.

Por fim, complementando esta análise comparativa da produção dos três países em destaque, neste caso com a dos cafés da espécie C. canephora, cuja safra global foi estimada em 74,1 milhões de sacas de 60kg, como o Vietnã produzirá 26,6 milhões de sacas, tal safra corresponderá a 36% da mundial e tendo em vista que a safra do Brasil dessa mesma espécie foi estimada em 17,33 milhões de sacas, constata-se que a produção brasileira representará em torno de 24% da global. Finalmente, haja vista que a Colômbia não produz essa espécie de café, não há como estabelecer o comparativo em tela.

Sumário Executivo do Café – abril 2024

Fonte: Embrapa Café

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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