AGRONEGÓCIO

Custos de Produção de Frangos e Suínos Apresentam Queda em Março

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No mês de março, os custos de produção de suínos e frangos de corte registraram queda nos principais estados produtores e exportadores, conforme apontado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (embrapa.br/suínos-e-aves/cias).

Custos de Produção em Queda

Em Santa Catarina, o custo de produção por quilo de suíno vivo, em sistema tipo ciclo completo, atingiu R$ 5,61, representando uma diminuição de 1,42% em relação a fevereiro. No acumulado do ano, a queda é de -9,52%, refletida no índice ICPSuíno, que caiu para 321,12 pontos. A redução nos custos foi influenciada principalmente pela diminuição do custo com alimentação, que atingiu R$ 4,09, correspondendo a 73,33% do custo total.

No Paraná, os custos de produção por quilo de frango de corte em aviário climatizado com pressão positiva foram de R$ 4,27 em março, uma queda de 2,39% em comparação com fevereiro. No acumulado do ano, a redução é de -3,14%, resultando no índice ICPFrango de 330,66 pontos. Assim como na suinocultura, a diminuição nos custos foi impulsionada pela redução no custo com alimentação das aves, que atingiu R$ 2,84 e correspondeu a 66,39% do custo total.

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Importância dos Estados de Referência

Santa Catarina e Paraná são usados como referência na análise da CIAS devido a serem os principais produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. Os custos de produção são indicadores cruciais para o setor produtivo, embora suinocultores e avicultores independentes devam monitorar seus próprios custos.

Ferramentas de Apoio

O aplicativo Custo Fácil da Embrapa agora permite a geração de relatórios dinâmicos das granjas e estatísticas da base de dados, além de separar despesas dos custos com mão de obra familiar. Disponível gratuitamente para dispositivos Android na Play Store do Google.

Produtores integrados de suínos e frangos de corte podem utilizar a planilha eletrônica disponibilizada pela Embrapa para auxiliar na gestão da granja. A planilha pode ser baixada gratuitamente no site da CIAS.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Julho terá temperaturas elevadas e chuvas desiguais, prevê o Inmet

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O agronegócio brasileiro enfrenta, neste mês de julho, um cenário climático de extremos térmicos e precipitações descompassadas. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que, na maior parte do País, os termômetros devem operar acima dos padrões históricos, movimento que favorece o avanço das colheitas, mas impõe desafios à gestão hídrica das lavouras.

A anomalia de calor concentra-se na faixa central e norte do Brasil. Em regiões de Mato Grosso, a temperatura pode superar a média histórica em até 2°C. No Norte, áreas do Tocantins e Pará também devem registrar marcas superiores aos registros habituais. Em contraste, o Sul brasileiro apresenta um cenário distinto, com umidade elevada em parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, beneficiando as pastagens e o desenvolvimento das culturas de inverno.

A irregularidade pluvial, contudo, é o ponto de atenção para os produtores. Enquanto o sul paranaense e o Espírito Santo lidam com chuvas abaixo do esperado, o extremo sul paulista pode registrar acúmulos de até 50 milímetros acima da média. Esse comportamento exige ajustes estratégicos conforme a cultura e a região:

  • Maturação e Colheita: O tempo firme no Centro-Oeste e partes do Norte acelera o encerramento da segunda safra de milho e algodão, permitindo janelas operacionais mais amplas.

  • Gestão de Irrigação: A evapotranspiração elevada pressiona o manejo hídrico em Minas Gerais e no Espírito Santo, exigindo monitoramento rigoroso em lavouras de café e hortaliças.

  • Sanidade Vegetal: No Sul, onde a umidade prevalece, a combinação de temperaturas acima da média e chuvas frequentes aumenta o risco de patógenos fúngicos, tornando indispensável o cuidado com o manejo fitossanitário.

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O prognóstico indica ainda que o calor reduz a ameaça de geadas severas sobre o Paraná e Santa Catarina. Para o produtor, o mês de julho exige atenção voltada ao equilíbrio entre a eficiência na colheita e a segurança no desenvolvimento das culturas que dependem de irrigação constante para atravessar o período de seca sazonal.

Fonte: Pensar Agro

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