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Dólar mantém estabilidade em dia de recuperação global após turbulências

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Nesta quinta-feira, o dólar permaneceu estável em relação ao real, refletindo uma melhora no sentimento global após as recentes turbulências, embora as questões fiscais locais ainda estejam sob observação.

Estabilidade do Dólar

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o dólar à vista registrava uma leve queda de 0,06%, cotado a 5,2413 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar de primeiro vencimento apresentava um leve aumento de 0,27%, negociado a 5,252 reais na venda.

Contexto Internacional e Local

Economistas da Genial Investimentos destacaram “sinais de possível estabilização dos mercados após a turbulência no início da semana”, com a alta dos futuros acionários de Wall Street e a moderação do índice do dólar. No entanto, apesar desses sinais positivos, a moeda norte-americana permanece próxima de seus picos recentes.

Indicadores e Perspectivas

Dados divulgados nesta quinta-feira mostram que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA permaneceu estável em níveis baixos na semana passada, indicando uma continuidade da força do mercado de trabalho. No entanto, alguns analistas consideram que esses dados têm pouco impacto no sentimento do mercado, dado que a resiliência da economia norte-americana e a possível necessidade de manter juros altos já estão precificadas.

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Perspectivas Futuras

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, avalia que, no médio prazo, fatores como a dissipação de incertezas globais e a clareza sobre a economia dos EUA podem levar o dólar a um patamar mais baixo. No entanto, destaca que a recente alta da moeda pode preocupar o Banco Central do Brasil, podendo afetar a política monetária do país.

Considerações Fiscais e Impacto

A incerteza em relação ao cenário fiscal, tanto global quanto doméstico, influencia as decisões do mercado. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já indicou que a manutenção desse cenário incerto pode resultar em uma redução do ritmo de afrouxamento monetário. O anúncio do governo sobre metas fiscais menos ambiciosas foi mal recebido pelo mercado, e fatores externos contribuíram para a desvalorização do real. Um possível ajuste na política monetária brasileira pode afetar o mercado de renda fixa e o interesse de investidores estrangeiros, mas seu impacto pode ser limitado se houver preocupações persistentes sobre o risco fiscal do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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