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Consumo de café solúvel cresce 5,3% no trimestre, para 5.235 toneladas

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O consumo de café solúvel no Brasil alcançou 5.235 toneladas no primeiro trimestre de 2024, volume que implica crescimento de 5,3% na comparação com as 4.970 toneladas consumidas de janeiro ao fim de março do ano passado. Os dados fazem parte de relatório estatístico da Associação Brasileira da Indústria do setor, a Abics.

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Para Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da entidade, o avanço do volume consumido no Brasil se faz constante desde 2016 e reflete as ações adotadas pelo segmento industrial de café solúvel.

“As empresas do setor vêm realizando investimentos permanentes em qualidade e diversidade de produtos, os quais, alinhados com as estratégias de promoção e de emprego em outras formas de consumo, como na gastronomia, impulsionam o resultado. Essa maior percepção qualitativa e da versatilidade do produto pelos consumidores brasileiros é fomentada pela campanha ‘Descubra Café Solúvel’ nas redes sociais e junto a profissionais de barismo e cafeterias, que a Abics desenvolve com parceiros no Brasil e, no exterior, junto à ApexBrasil”, explica.

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Entre essas ações, ele destaca a criação e a implantação do protocolo de análise sensorial do café solúvel, construído com a participação de especialistas de todas as empresas associadas à Abics, tendo as atividades coordenadas pela própria Associação em conjunto com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL).

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Um dos pontos focais da entidade com o protocolo é a formação e a constante calibragem de especialistas de todas as indústrias associadas na sua aplicação, que são denominados “IC Graders”, ou Instant Coffee Graders.

“Com essas ações, o café solúvel brasileiro impõe maior protagonismo e amplia a visibilidade no mercado. Aliadas à capacidade de fornecimento de produtos com valor agregado em tecnologias, qualidade, volume e competitividade, tais iniciativas consolidam a posição do Brasil como líder mundial de produção e exportação, não se esquecendo que o berço de toda essa iniciativa é o mercado interno, o primeiro a ser beneficiado”, completa.

A oficina mais recente de calibragem de “IC Graders” foi realizada na semana passada, coordenada pela cafeóloga, especialista em avaliação sensorial e consultora da Abics, Eliana Relvas. “A calibragem é importante para a acuidade da certificação e a atualização dos profissionais constantemente, uma vez que a troca de informações e de conhecimento é continua e enriquecedora”, comenta.

Segundo Eliana, as oficinas também são oportunidades de troca de experiências, engajamento e contínuas qualificação e atualização do protocolo. “Essa capacitação, praticamente um networking, permite que as indústrias permaneçam desenvolvendo novas qualidades de café solúvel e produtos para outras formas de consumo, como os voltados à gastronomia e novos produtos de varejo, como barras de cereais ou superfoods”, exemplifica.

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O supervisor de Produto da Cocam, José Tadeu Alves de Siqueira, que integrou a turma de calibragem, destaca a importância do projeto de desenvolvimento para avaliação sensorial do café solúvel no intuito de contribuir com a criação de um método próprio, categorização dos cafés, uniformização da linguagem dos atributos sensoriais e comparação dos solúveis em categorias.

“Se fazem necessárias as calibrações presenciais para que as avaliações sejam consenso entre todos os especialistas, junto à coordenação do projeto, para a tomada de decisões em futuras amostras, as quais serão submetidas para classificação dentro das categorias ‘Excelente’, ‘Premium’ e ‘Clássico’, que serão feitas individualmente pelos ‘IC Graders’. Esse processo presencial de atualização é importante à categorização de novos cafés que surjam”, avalia.

O profissional da Cocam completa que, para as empresas, é importante ter os especialistas “IC Graders” no controle de qualidade e no processo fabril. “Com esses profissionais à frente dessas etapas da produção, é possível otimizar os produtos e desenvolver novos, por meio da aplicação dos conceitos de avaliação que permitem categorizar os cafés dentro de cada perfil desejado”, conclui.

Fonte: Assessoria de imprensa ABICS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Fenagen 2026 reforça seleção genética voltada à produtividade e ganha reconhecimento de jurados

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A terceira edição da Fenagen (Feira Nacional de Genética), promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), chega consolidada como uma das principais vitrines da genética bovina nacional. O evento será realizado entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas (RS), reunindo criadores, técnicos e especialistas em torno de um modelo de avaliação que busca aproximar a seleção genética das demandas reais da pecuária de corte.

Para os jurados responsáveis pelos julgamentos das diferentes raças, o diferencial da Fenagen está justamente na combinação entre análise fenotípica, dados genéticos e indicadores de desempenho produtivo. O formato amplia a capacidade de identificação de animais que, além de apresentarem características visuais desejáveis, possuem potencial comprovado para transmitir ganhos econômicos às futuras gerações.

Julgamento vai além da aparência dos animais

A proposta da Fenagen rompe com os modelos tradicionais de avaliação focados exclusivamente no tipo racial e na conformação dos exemplares. Na exposição, a classificação considera também informações oriundas de programas de melhoramento genético, permitindo uma leitura mais completa do potencial produtivo dos animais.

Segundo José Nei Corrêa Severo, jurado das raças Angus e Ultrablack, o método utilizado pela feira reproduz a realidade enfrentada pelos técnicos e produtores dentro das propriedades rurais.

“O trabalho realizado na pista é semelhante ao que os profissionais fazem diariamente no campo, conciliando informações genéticas e características fenotípicas para orientar decisões de seleção”, destaca.

A expectativa do avaliador é encontrar exemplares que reúnam funcionalidade, qualidade visual e desempenho produtivo, características cada vez mais valorizadas pelos sistemas modernos de produção de carne bovina.

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Evolução dos criadores fortalece qualidade da disputa

Responsável pelo julgamento das raças Hereford e Braford, Igor Saldanha de Freitas observa uma evolução significativa dos expositores em relação à compreensão dos critérios adotados pela Fenagen.

De acordo com ele, os criadores passaram a entender que o sucesso nas pistas não depende apenas da preparação dos animais, mas também de decisões estratégicas tomadas ao longo do processo de seleção genética.

“O formato desenvolvido pela ANC permite uma avaliação mais ampla, reunindo o que é observado visualmente com os dados de desempenho e o potencial produtivo que o animal poderá transmitir à sua progênie”, afirma.

Para Freitas, a integração das informações fornecidas pelo Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) com a avaliação morfológica torna o julgamento mais alinhado às necessidades do setor pecuário.

Fenagen se destaca como modelo inovador na genética bovina

Na avaliação de Thiago de Oliveira Jacques, jurado da raça Devon, a Fenagen representa uma iniciativa pioneira ao unir programas de melhoramento genético e julgamento de fenótipo em uma mesma competição.

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Segundo ele, essa metodologia oferece aos criadores uma ferramenta mais eficiente para selecionar animais de acordo com diferentes objetivos produtivos e realidades de manejo.

A expectativa é de uma disputa altamente qualificada na pista da raça Devon, reconhecida pelo elevado padrão genético dos exemplares apresentados.

“Tradicionalmente, a raça Devon apresenta animais muito próximos em qualidade. A tendência é termos uma pista bastante equilibrada e desafiadora para o julgamento”, ressalta Jacques.

Jurados confirmados para a Fenagen 2026

A edição deste ano contará com um corpo técnico formado por especialistas reconhecidos nacionalmente:

  • José Nei Corrêa Severo – Angus e Ultrablack;
  • Igor Saldanha de Freitas – Hereford e Braford;
  • Thiago de Oliveira Jacques – Devon;
  • Alcides Pilau – Brangus;
  • Luiza Ramos Ribeiro – Charolês.
Evento fortalece a pecuária de corte brasileira

Ao integrar informações genéticas, desempenho e características fenotípicas, a Fenagen reforça seu papel como ferramenta estratégica para o avanço da pecuária nacional. O modelo adotado pela ANC contribui para direcionar a seleção de animais mais produtivos, eficientes e adaptados às exigências do mercado da carne.

A terceira edição da feira conta com patrocínio de Banrisul, Sicredi e Senar, consolidando o evento como um dos principais encontros voltados ao desenvolvimento genético da bovinocultura de corte no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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