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Boa Safra investe em inovações para assegurar a qualidade das sementes

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De acordo com Maikely Feliceti, doutora em Tecnologia de Sementes e Gerente de Qualidade da companhia, a Boa Safra está comprometida em fornecer aos seus clientes sementes de alta qualidade e desempenho. “Nosso compromisso com a excelência abrange três grandes áreas. São elas, o laboratório, o coração da nossa empresa, presente em todas as etapas da produção de sementes de soja; O canteiro, em que temos dez estufas em todas as nossas unidades e centros de distribuição, onde monitoramos os lotes mensalmente, e claro, a pesquisa, com um dedicada em trazer inovações e tecnologias para a área de sementes”.

Um dos principais testes, o teste de emergência em canteiro avalia a capacidade das sementes de gerarem plântulas vigorosas em condições de campo. Por meio desse teste, a Boa Safra obtém informações importantes sobre o desempenho dos lotes de sementes, como a porcentagem de emergência, a velocidade de emergência e o vigor das plântulas.

Thais Badú, líder da qualidade e responsável pelo setor dos canteiros, afirma: “As inovações no teste de emergência em canteiro são mais um passo nesse sentido. A empresa investe continuamente em melhorias para aprimorar seus processos e garantir a satisfação dos seus clientes”, comenta.

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Melhorias significativas na estufa

A empresa investiu em uma série de melhorias para as suas estufas, onde são realizados os testes de emergência em canteiro. Entre as principais inovações, estão:

  • Sistema de irrigação com microaspersores e quadro de controle automático: Permite um controle mais preciso da irrigação, garantindo que as sementes recebam a quantidade ideal de água.
  • Telas com espaçamento adequado: Permitem o fluxo de ar dentro da estufa, evitando o acúmulo de calor e a consequente danificação das plântulas.
  • Luminete com sistema de movimentação interno: Permite ajustar a temperatura da estufa, criando um ambiente ideal para o desenvolvimento das plântulas.
  • Cortinas laterais com manivelas manuais: Evitam a perca hídrica pelo vento durante o momento da irrigação.
  • Refletores em cada estufa: Melhoram a iluminação e facilitam a visualização das plântulas.
  • Numeração dos canteiros: Facilita a organização e o controle do trabalho.

A Boa Safra também adquiriu novas ferramentas para facilitar a etapa de semeadura do teste de emergência em canteiro. São semeadores e furadores de acrílico com profundidade e espaçamento adequados para cada cultura. Isso garante uma semeadura mais rápida e precisa, além de reduzir o risco de erros.

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O layout dos canteiros foi otimizado para melhorar a postura dos colaboradores durante a instalação e avaliação do teste. A altura dos canteiros foi ajustada para reduzir o esforço físico e a profundidade foi reduzida para diminuir o consumo de substrato.

Entre os benefícios das inovações implementadas pela Boa Safra no teste de emergência em canteiro estão a padronização dos processos, maior confiabilidade nos resultados dos testes, redução do tempo necessário para realizar as testagens, melhoria da condição ergonômica para os colaboradores e assegurar a qualidade das sementes produzidas pela companhia.

Fonte: Brodeur

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço mínimo do algodão sobe para R$ 119,13 por arroba

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Com uma produção estimada em 4,06 milhões de toneladas de pluma e apenas 8,1% das lavouras colhidas, o algodão brasileiro entra na fase decisiva da safra 2025/26 com perspectivas de oferta elevada e forte dependência do mercado externo. Nesse cenário, o governo reajustou em 3,82% o preço mínimo que servirá de referência para a comercialização da próxima temporada.

A Portaria nº 934, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elevou o preço mínimo do algodão em pluma de R$ 114,58 para R$ 119,13 por arroba. O valor será aplicado à safra 2026/27, com períodos de vigência diferentes conforme a região produtora.

No Centro-Oeste, em Minas Gerais e no oeste da Bahia, onde está concentrada a maior parte da produção nacional, o novo preço valerá entre maio de 2027 e abril de 2028. No Sul e no Sudeste, com exceção de Minas Gerais, a vigência começará em março de 2027. Nas demais áreas do Norte e do Nordeste, a referência entrará em vigor em julho do próximo ano.

O governo também aumentou o preço mínimo do algodão em caroço, de R$ 45,83 para R$ 47,65 por 15 quilos. Para o caroço de algodão, utilizado principalmente na alimentação animal e na fabricação de óleo, o valor passou de R$ 6,73 para R$ 7,15, alta de 6,24%.

Os preços integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Na prática, funcionam como referência para eventuais operações públicas de apoio à comercialização quando as cotações ficam abaixo do patamar estabelecido. A existência do preço mínimo, porém, não significa que o governo comprará automaticamente a produção. As intervenções dependem de regulamentação, disponibilidade de recursos e decisão das autoridades econômicas.

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A atualização ocorre enquanto os produtores começam a retirar do campo uma das maiores safras de algodão da história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula que foram semeados 2,02 milhões de hectares na temporada 2025/26, redução de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a área menor, a produtividade média da pluma deve aumentar 2,8%, para 2.011 quilos por hectare. A produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas, apenas 0,5% abaixo do recorde de 4,08 milhões de toneladas registrado na safra passada.

O trabalho de colheita ainda está no começo nos principais Estados produtores. O Paraná já encerrou as atividades e São Paulo se aproxima do fim, enquanto Mato Grosso, responsável pela maior parcela da oferta brasileira, iniciou a retirada dos primeiros talhões. Na Bahia, segunda maior produtora, áreas de sequeiro já estão sendo colhidas, enquanto parte das lavouras irrigadas permanece em desenvolvimento.

Até o levantamento mais recente, 8,1% da área nacional havia sido colhida. Outros 78,4% das lavouras estavam em maturação e 13,5% ainda se encontravam na fase de formação das maçãs. Chuvas registradas entre maio e junho aumentaram a atenção para doenças e qualidade da fibra em algumas regiões, mas a Conab não identificou, até agora, perdas expressivas no rendimento nacional.

O tamanho da colheita reforça a importância das exportações para a sustentação dos preços. A Conab projeta embarques de 3,38 milhões de toneladas de pluma, volume equivalente a mais de 80% da produção estimada para a temporada. Parte desses embarques também poderá ser atendida pelos estoques acumulados de safras anteriores.

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Nos oito primeiros dias úteis de julho, o Brasil exportou 66,4 mil toneladas. A média diária ficou 55,5% acima da registrada no mesmo período de 2025, segundo acompanhamento da Conab. No mercado interno, compradores ainda aguardam a entrada de volumes maiores da nova safra antes de ampliar as negociações.

As cotações permanecem acima do preço mínimo atualmente vigente. Na semana encerrada em 10 de julho, a pluma foi negociada, em média, a R$ 128,35 por arroba em Mato Grosso e a R$ 136,67 na Bahia. A diferença oferece alguma proteção neste início de colheita, mas pode diminuir caso o avanço da oferta pressione o mercado ou as exportações percam ritmo.

O avanço da produção colocou o Brasil na terceira posição entre os maiores produtores mundiais, atrás apenas de China e Índia. No comércio internacional, o país ocupa a liderança e deve permanecer como o maior exportador global de algodão, à frente dos Estados Unidos, conforme as projeções do Departamento de Agricultura norte-americano.

A posição conquistada amplia as oportunidades, mas também deixa a renda do produtor mais exposta ao câmbio, às cotações internacionais e ao comportamento dos compradores asiáticos. Em uma safra superior a 4 milhões de toneladas, o novo preço mínimo representa uma referência de proteção, mas a capacidade de escoar a produção continuará sendo decisiva para as cotações recebidas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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