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Ibovespa recua em meio a dados de inflação no Brasil e nos EUA

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A bolsa de valores de São Paulo operava em queda nesta quarta-feira, com agentes financeiros repercutindo dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto o noticiário corporativo incluía avanço no plano de fusão envolvendo as petrolíferas Enauta e 3R Petroleum.

Às 10h59, o Ibovespa caía 0,56%, a 129.159,14 pontos. O contrato futuro com vencimento mais curto, para 17 de abril, caía 0,73%. Os negócios ainda eram permeados por alta de commodities como o minério de ferro e o petróleo.

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em março, mostraram dados desta manhã, puxados por combustíveis e moradia, lançando mais dúvidas sobre a possibilidade do Federal Reserve começar a cortar a taxa de juros em junho.

No Brasil, a inflação desacelerou com força em março e atingiu o nível mais fraco em oito meses, com a taxa em 12 meses indo abaixo de 4% pela primeira vez desde julho do ano passado.

O IPCA subiu 0,16% em março, depois de uma alta de 0,83% em fevereiro, ficando abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,25% no mês e marcando o resultado mensal mais fraco desde julho de 2023.

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DESTAQUES
  • VALE ON caía 0,74%, a 62,09 reais, tendo como pano de fundo a alta dos preços futuros do minério de ferro na China pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 1,43%, a 813,5 iuans (112,48 dólares) a tonelada, depois de subir mais de 5% na terça-feira.
  • PETROBRAS PN avançava 1,52%, a 39,32 reais, favorecida pela alta dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent subia 0,17%. A companhia também anunciou no final da terça-feira que descobriu uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar, no poço exploratório Anhangá, próximo à fronteira entre os Estados do Ceará e Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira. Ainda afetando os papéis está a expectativa para desfechos envolvendo a presidência da estatal e a distribuição de dividendos extraordinários retidos em março pela compania.
  • ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,51%, a 33,40 reais, e BRADESCO PN caía 0,68%, a 14,61 reais.
  • 3R PETROLEUM ON subia 0,93%, a 35,85 reais, após assinar com a Enauta memorando de entendimento para levar adiante uma proposta de fusão entre as petrolíferas revelada no início deste mês. ENAUTA ON, que não faz parte do Ibovesa, subia 1,48%, a 28,07 reais.
  • CYRELA ON recuava 1,64%, a 23,98 reais, tendo no radar prévia operacional da construtora no primeiro trimestre, com alta de 39% nas vendas líquidas contratadas ano a ano, para 2,1 bilhões de reais.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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