Mato Grosso

Pais destacam melhorias do novo pronto atendimento pediátrico da Santa Casa: “Espaço que nenhum hospital particular oferece”

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O novo pronto atendimento pediátrico do Hospital Estadual Santa Casa, entregue à população na última quarta-feira (03.04), já está em pleno funcionamento. Para a modernização da ala, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 3 milhões para garantir o melhor atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o estado.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse que o pronto atendimento já está recebendo muitos pacientes. “É um ambiente completamente novo, planejado e preparado para o atendimento imediato aos pacientes que procuram a unidade. É muito gratificante poder oferecer um serviço de qualidade através dessa infraestrutura de ponta, que foi pensada para a nossa população”, disse.

Keila Brandão, mãe do pequeno Davi, de três anos, disse que o Hospital Estadual Santa Casa é a primeira referência ao buscar atendimento para o seu filho que, agora, encontra um ambiente completamente renovado, com equipamentos de última geração.

Michel Alvim | SECOM-MT
“O atendimento aqui é diferenciado. Com essa reforma o ambiente, ficou muito mais aconchegante e bem aproveitado. Investir em infraestrutura de qualidade é o primeiro passo para melhorar a qualidade de vida das pessoas que buscam atendimento. Está tudo muito bonito e bem estruturado, o hospital está de parabéns”, declarou.

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Wesley de Oliveira, morador de Sinop e pai do pequeno John Vitor, de dois anos, disse que a nova estrutura do Pronto Atendimento Infantil é um serviço jamais visto na rede pública de Mato Grosso.

“Um quarto como esse, cheio de equipamentos modernos e confortáveis para o meu filho, é algo que nenhum hospital particular oferece em Mato Grosso. Eu me sinto honrado em poder acompanhar o tratamento e ver que o hospital possui uma estrutura que não deixa a desejar”, afirmou.

A médica pediatra, Maria Isabel de Assunção, que faz parte da equipe médica desde antes da requisição administrativa feita pelo estado na unidade, disse que melhoria em infraestrutura e equipamentos é notável.

“Sem dúvidas, o atendimento no nosso pronto atendimento infantil é diferenciado, temos uma equipe de pediatras qualificados. É perceptível como as famílias se sentem amparadas no tratamento dos seus filhos. O investimento na saúde é um fator primordial para oferecer os serviços com qualidade e conforto para todos os pacientes”, disse.
 

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Michel Alvim | SECOM-MT
O pronto atendimento infantil do Hospital Estadual Santa Casa contempla uma área de 560,69 m², com a oferta de 19 leitos, sendo dois de isolamento, dois de emergência e 15 leitos de enfermaria. A modernização do ambiente possibilitou a ampliação da capacidade de atendimentos diários, indo de 70 para 120 atendimentos.

Histórico

O Hospital Estadual Santa Casa foi reformado e modernizado em 2019, após o Governo requisitar administrativamente a unidade. O local estava fechado havia 60 dias, por falta de repasses pela Prefeitura de Cuiabá.

A unidade é referência nas áreas de clínica médica geral, cirurgia geral e pediátrica, cirurgia e clínica oncológica, cirurgia e clínica vascular, hemodiálise adulto e infantil, nefrologia adulto e pediátrica, neurologia adulto e pediátrica, neurocirurgia pediátrica, pneumologia, psiquiatria, otorrinolaringologia adulto e pediátrica, cardiologia clínica adulto e infantil, cardiologia intervencionista e hemodinâmica, além de ofertar exames de imagens e laboratoriais.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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