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Antecipação de recebíveis digital tem se tornado alternativa com a escassez do crédito rural

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Os produtores agrícolas e todo o setor têm demonstrado uma necessidade por melhores condições de financiamento nos últimos anos. O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) aponta que a demanda por financiamento agrícola do Brasil foi de R$800 bilhões em 2023. Nesta linha, a antecipação de recebíveis, em especial em formato digital, tem se tornado um recurso valioso para a cadeia agrícola, uma vez que nesta modalidade, o produtor consegue aumentar o fluxo de caixa e a capacidade de produção, ao mesmo tempo em que realiza o pagamento dos insumos de forma muito mais prática, rápida e segura.

“A cessão de recebíveis de forma 100% online vem transformando a maneira como os distribuidores de insumos agrícolas gerenciam suas transações com os produtores rurais. Com a iniciativa, os distribuidores podem entregar os insumos adquiridos aos produtores rurais, eliminando os atrasos e os riscos associados aos métodos de pagamentos tradicionais. Essa modalidade beneficia o produtor rural, que passa a ter a possibilidade de fazer esse pagamento sem burocracia, de forma mais prática, rápida e segura”, conta Ivan Moreno, CEO da Orbia – marketplace do setor agrícola, que também oferece a possibilidade de antecipação de recebíveis em sua plataforma, por meio do Orbia Pag.

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Diferentemente do tradicional Barter – pagamento pelo insumo sem intermediação monetária e feita por meio dos grãos na pós-colheita – nesta modalidade, produtores rurais de qualquer localidade podem ter acesso imediato ao limite, caso possuam cadastro na plataforma da Orbia e sejam pré-aprovados, de acordo com a avaliação da empresa e dos bureaus de crédito. “Além de facilitar o acesso ao crédito, com o Orbia Pag, o produtor rural tem mais flexibilidade na hora de pagar suas compras em um período de até 12 meses. Isso traz alívio aos produtores sobre as obrigações de retorno da safra, ao mesmo tempo em que a transação não oferece risco ao distribuidor“, conta Moreno.

Lançado em março de 2023, o Orbia Pag vem crescendo mês a mês desde o seu lançamento, beneficiando mais de 260 mil produtores cadastrados na plataforma.

A plataforma se destaca por parcerias estratégicas para o produtor rural, como a Agrex do Brasil, subsidiária do Grupo Mitsubishi e gigante do setor que agora também oferece o Orbia Pag como opção para o pagamento de insumos agrícolas. Com sede em Goiás e atuação em mais 7 estados brasileiros como Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Pará, Piauí, Bahia e Minas Gerais, a empresa conta com soluções completas para o produtor rural, como sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, nutrição vegetal, biológicos, tecnologias para o campo, além do seu programa de Barter – o Change, atendendo todas as etapas da cadeia produtiva de grãos.

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“Agrex do Brasil é um importante parceiro para o marketplace da Orbia. Valorizamos os distribuidores, que também representam um importante papel na cadeia agrícola. Sabemos que isso abre um novo leque de opções aos produtores e torna a experiência na plataforma Orbia ainda mais completa”, explica Moreno.

Letícia Lunardelli Salomon Fontana, gerente de Insumos e Soluções Digitais da Agrex do Brasil, conta que a parceria com a Orbia permite acessar um número maior de produtores. “Poder participar desta jornada de transformação digital é muito importante para nós. E saber que estamos auxiliando a construir um futuro mais facilitador ao produtor rural nos motiva a continuar buscando por mais soluções inovadoras, além de parcerias como esta com a Orbia”, enfatiza.

Fonte: NR7 Full Cycle Agency

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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