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Fruit Attraction atrai vinda de expositores de quatro continentes ao Brasil

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Sucesso na Europa há 15 anos, a Fruit Attraction reuniu 2 mil empresas expositoras de 56 países e 90 mil profissionais de 135 países na edição de 2023, em Madrid, na Espanha. A expectativa, agora, é voltar a reunir diversos países na primeira edição no Brasil marcada para acontecer entre os dias 16 a 18 de abril, no São Paulo Expo.

“Teremos muitos estandes internacionais na feira. Estamos trazendo uma parcela do público Europeu para expor aqui”, afirma Marcelo Vitali, delegado da IFEMA MADRID no Brasil. A multinacional espanhola de internacionalização, representante comercial do evento no país, organizado pela IFEMA MADRID e realizado com apoio da Fiera Milano Brasil, já comercializou áreas com representantes da América, Europa, África e Oceania.

A Delegação da IFEMA MADRID no Brasil convidou cerca de 50 empresas exportadoras e quase 10 importadoras brasileiras para a última edição na Espanha. As negociações feitas durante o evento devem render US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 992 milhões na cotação atual) em vendas no prazo de 12 meses.

“O mercado de frutas é particularmente interessante, pois representa muito bem o comércio exterior. Devido à sazonalidade e às diversas variedades de frutas, há tanto exportação quanto importação neste segmento. Por isso, é crucial termos expositores internacionais apresentando suas frutas e, eventualmente, tecnologias de cultivo, soluções de logística e outras inovações durante a Fruit Attraction”, completa Vitali.

Para a Fiera Milano, o interesse internacional reforça a relevância do Brasil no cenário internacional. Com uma grande diversidade de frutas, o país bateu o recorde de faturamento em 2023, com 1,2 bilhão de dólares, segundo dados da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

“Há um interesse muito grande entre os expositores internacionais para desenvolver operações de importação e exportação ou para oferecer serviços logísticos, tecnológicos e auxiliares da indústria aos produtores nacionais. Nossa produção vem batendo recordes e, com certeza, crescerá ainda mais depois deste grande evento. Esta troca global ajuda os negócios de todos”, exalta Maurício Macedo, CEO da Fiera Milano Brasil.

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Segundo a organização do evento, a estimativa é reunir 9 mil visitantes e 200 expositores. E são esperados 40 compradores internacionais.

Sinergia internacional

Além do Brasil, já estão confirmados expositores de Panamá, Colômbia, Uruguai, Estados Unidos, Egito, Nova Zelândia, Portugal, Grécia, Holanda, França, Itália e Espanha. A expectativa dos organizadores, no entanto, é que esta relação ainda aumente nas próximas semanas.

Com empresas líderes em seu setor e seu país, o estande da Locuston reúne os mais renomados produtores de frutas, legumes e hortaliças de seus respectivos países e setores. Segundo o diretor comercial Ricardo Cipriani, os associados, que já participam da edição de Madrid há muitos anos, esperam receber os clientes e amigos para debater tendências e a situação dos mercados, além de aproveitar o espaço para trocar experiências e fazer novas conexões com outros produtores, distribuidores e supermercadistas.

“A expectativa é que seja um evento de alto gabarito, com público qualificado e internacional, refletindo a importância dos nossos mercados e também da nossa produção. Tanto o Brasil, quanto a grande maioria dos países sul-americanos tem uma indústria hortifrutícola pujante e desenvolvida, ofertando ao mercado mundial produtos de excelentíssima qualidade. Por outro lado, também são grandes consumidores de frutas e players importantes para os produtores europeus e também norte-americanos na contra estação. Ter a oportunidade de juntar esses mundos em um evento, com certeza, aumenta a sinergia entre os operadores e contribui muito para o desenvolvimento do setor em nosso continente”, afirma Cipriani.

Serviço:

  • Fruit Attraction São Paulo
    • Data: 16 a 18 de abril de 2024
    • Horário: das 10h às 18h
    • Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
    • Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP
    • Transporte gratuito com início 1 hora antes até 1 hora depois do funcionamento da feira.
    • Mais informações neste link.
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Sobre a IFEMA MADRID

IFEMA MADRID é o principal operador de feiras na Espanha e um dos mais importantes na Europa. Com mais de 500 eventos realizados a cada ano, seu calendário anual inclui feiras, congressos e eventos profissionais relacionados com praticamente todos os setores da economia. Anualmente, mais de 24 mil empresas espanholas e estrangeiras participam para gerar negócios e estabelecer relações comerciais, atraindo cerca de 4 milhões de visitantes. Com uma programação intensa, que também engloba grandes eventos musicais, espetáculos, exposições e eventos de lazer para o público em geral, a companhia consolidou-se como o segundo motor econômico da Região de Madrid, com um impacto na Comunidade local de 5.104 milhões de euros. Mais informações: https://www.ifema.es/

Sobre a Fiera Milano Brasil

A Fiera Milano Brasil é a filial brasileira da Fiera Milano, um dos maiores players de feiras e congressos do mundo que a cada ano atraem aproximadamente 30 mil expositores e mais de cinco milhões de visitantes. No Brasil, são realizadas sete feiras que representam os mais diversos segmentos da economia, como segurança, energias limpas e renováveis, tubos e conexões, cabos, saúde no trabalho, tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, entre outras. Entre as principais marcas do portfólio estão Exposec, Fisp, Fire Show, Congresso Ecoenergy, Reatech, Tubotech e wire Brasil. Mais informações: www.fieramilanobrasil.com.br

Fonte: 2PRÓ Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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