AGRONEGÓCIO

Secretaria de Agricultura discute melhorias em prol da suinocultura paulista

Publicado em

O aumento da agilidade nos processos de fiscalização e inspeção animal e o ICMS em atividades que afetam o setor foram tema de discussão entre a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) nesta terça-feira, 02 de abril.

Os criadores que fazem parte da associação respondem por 64 mil matrizes suínas de um total de 65 mil no Estado de São Paulo, um mercado que movimentou R$ 1,6 bilhão em 2023. Apesar de não ser um dos líderes da suinocultura nacional, o setor paulista apresenta expressivo faturamento e geração de empregos.

“Estamos criando resoluções que serão grandes sucessos. A produção de biometano e biogás no Estado de SP será estimulada com procedimentos padronizados para qualquer usina que queira produzir biometano, aprovando a parte ambiental em 180 dias. A suinicultura se beneficiará da produção de biometano a partir dos dejetos gerados da atividade”, destacou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

A desburocratização do setor e a ampliação de capacidade de produção também foram discutidas durante o encontro com os representantes do setor, visando estimular o setor com segurança jurídica e sanitária. Por isso, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo participará da próxima reunião, que contará com a Câmara Setorial da Suinocultura.

Leia Também:  Pelo menos 4 Estados terão quebra significativa na safra de soja. CNA discute solução emergencial

O encontro teve a participação do secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai; do coordenador de Assessoria Técnica, Alberto Amorim; do coordenador das Câmaras Setoriais, José Carlos de Faria e de Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da APCS e presidente da Câmara Setorial de Suinocultura.

Fonte: Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Emirados Árabes Unidos: oportunidades e desafios para o mercado paranaense, aponta boletim da Ocepar

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Usiminas amplia operações portuárias em Cubatão com primeira descarga de fertilizantes da Yara

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA