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Bataticultura entra no sexto ano consecutivo de rentabilidade média positiva

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O impulso aos preços do tubérculo vem sobretudo da menor oferta – as principais regiões produtoras enfrentaram adversidades climáticas em função especialmente da atuação do fenômeno El Niño.

Em janeiro deste ano, o valor médio da batata tipo ágata atingiu R$ 145,71 por saca de 25 kg, o maior, em termos nominais, de toda a série histórica do Hortifruti/Cepea, iniciada em 2001; em termos reais, esta foi a terceira maior média já vista pelo Cepea, atrás apenas da registrada em junho de 2016 (de R$ 146,09) e da de abril de 2001 (de R$ 151,14) – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI. Agora, em março, os preços médios recuaram frente aos das primeiras semanas do ano, mas, ainda assim, operam em altos patamares.

No Sul do País, a safra foi prejudicada pelo excesso de chuvas e por temperaturas elevadas, com perdas médias de produtividade na ordem de 20% ou mais. Já no Cerrado Mineiro, foi um longo veranico, associado também ao forte calor, que prejudicou o rendimento no campo.

Analisando-se o histórico de preços desde 2001, é possível indicar que, diferentemente do que ocorria no passado, as altas atuais estão acompanhadas de um cenário de rentabilidade mais sólido no médio prazo – já são cinco anos seguidos de resultados positivos.

Até 2016, eram comuns períodos de um ou dois anos de preços elevados seguidos de cotações baixas, tendo em vista que, uma vez capitalizados, produtores investiam mais na cultura, sobretudo em incremento de área. Além disso, “aventureiros” também se arriscavam na bataticultura. Tal cenário resultava em excedente de oferta e em baixa de preço, com consequente queda de área para a safra seguinte. E, assim, sucessivamente, ano após ano, eram verificados ciclos de capitalização e de descapitalização. Anos de crise enfraqueciam cada vez mais os produtores que já estavam com a saúde financeira do seu negócio fragilizada e que, muitas vezes, deixavam a atividade, ao passo que os anos de bonança permitiam àqueles que tinham suas finanças mais vigorosas expandirem seus investimentos.

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O ano de 2016 foi um divisor de águas. Isso porque a bataticultura, até aquele ano, vinha de um período de elevada rentabilidade. e então, nos anos de 2017 e 2018, a cultura enfrentou – se não a pior – uma das piores crises da história, com valores abaixo dos custos de produção. Isso excluiu de vez aqueles que ainda estavam com dificuldades financeiras. Passada essa batalha, os sobreviventes foram se reerguendo, mas, ainda com as marcas das feridas nos seus negócios, adotando um perfil mais conservador nos investimentos. Assim, produtores, ao invés de aumentar a área de cultivo para o mercado de mesa, passaram a investir em tecnologia e a diversificar o seu negócio, investindo na produção industrial bem como ampliando o plantio de grãos e outras commmodities.

O aumento dos preços das commodities, em especial os da soja, equilibrou o caixa de muitos produtores. Aliado a isso, o agricultor, hoje, com o avanço da indústria de batata pré-frita congelada, consegue ter um progresso na cultura da batata sem um aumento muito elevado nos riscos de preços. O modelo de comercialização para esse segmento é de preços pré-fixados e compra da produção garantida.

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A indústria, inclusive, teve papel fundamental para que o mercado de mesa conseguisse se manter na média com rentabilidade positiva desde 2019. Muitas vezes, a decisão do produtor de aumentar sua área de plantio para o mercado de mesa foi contida pela alternativa de investir no cultivo para a indústria, em um modelo de preços fechados por meio de contratos, com menor risco de rentabilidade. A indústria favoreceu essa modalidade de negócio ancorada no segmento de pré-fritas, que vem crescendo nos últimos anos a um ritmo galopante, diante do sólido aumento de demanda.

Curtos períodos com uma pressão um pouco maior sobre os valores do mercado de batata de mesa, como observado em setembro de 2023, também foram fundamentais para que a cautela quanto ao aumento dos investimentos nesse segmento fosse acionada. Com isso, para 2024, a expectativa de um ano positivo para o segmento fresco novamente se mantém. A atual área cultivada está equilibrada com a demanda. As sazonalidades de preço, com picos elevados como observados no início deste ano, ou baixos, como em setembro/23, estão relacionadas a outras variáveis, como o calendário de plantio, tecnologia, manejo e, sobretudo, o clima.

João Paulo Bernardes Deleo – Pesquisador da área de Hortaliças do Cepea

Fonte: CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inverno no Rio Grande do Sul exige manejo reforçado para proteger vacas leiteiras e manter a produtividade

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As condições climáticas do inverno no Rio Grande do Sul demandam atenção especial dos produtores de leite para preservar a saúde do rebanho e evitar impactos na produtividade. Apesar da boa adaptação das vacas da raça Holandesa às baixas temperaturas, a combinação de frio, vento e alta umidade representa um desafio importante para o manejo das propriedades leiteiras.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio, por si só, não costuma comprometer o desempenho dos animais. Pelo contrário, as temperaturas mais amenas podem até favorecer a produção de leite.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode inclusive contribuir para o conforto térmico e para a produção. O maior desafio durante o inverno gaúcho é a associação entre frio, vento e umidade, característica frequente nesta época do ano”, explica.

Umidade e barro aumentam riscos sanitários

Entre as principais recomendações para o período está a manutenção de ambientes secos e protegidos, especialmente após chuvas. A presença constante de barro e umidade favorece a proliferação de agentes causadores de doenças e pode comprometer diretamente o bem-estar animal.

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De acordo com a especialista, os impactos são observados principalmente na saúde dos cascos e na incidência de mastite, uma das enfermidades que mais geram prejuízos à atividade leiteira.

“É fundamental garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas. O excesso de umidade aumenta significativamente os riscos de problemas nos cascos e favorece a ocorrência de mastite”, destaca.

Terneiras exigem atenção redobrada no inverno

As categorias mais jovens do rebanho também estão entre as mais vulneráveis às condições climáticas adversas. Durante o inverno, cresce a incidência de doenças respiratórias, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.

Instalações limpas, camas secas, proteção contra correntes de vento e ambientes adequadamente manejados contribuem para reduzir os riscos sanitários e melhorar o desenvolvimento dos animais.

Segundo Maíza, o conforto das terneiras deve ser tratado como prioridade para minimizar perdas e garantir melhores índices produtivos no futuro.

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais

Além da infraestrutura adequada, fatores como alimentação balanceada, monitoramento sanitário e manejo eficiente continuam sendo determinantes para o desempenho do rebanho durante os meses mais frios do ano.

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A especialista ressalta que a combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e atenção ao conforto animal permite que os produtores atravessem o inverno sem comprometer a produtividade da atividade leiteira.

Com planejamento e cuidados preventivos, é possível reduzir os efeitos das condições climáticas típicas do Sul do Brasil, preservar a saúde dos animais e manter a eficiência dos sistemas de produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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