AGRONEGÓCIO

Aurora Coop reconhece a excelência da suinocultura

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O técnico da Aurora Coop, Joel Paulo Ficagna, trabalha com os produtores associados à Cooperalfa no Rio Grande do Sul. Ele comemorou a premiação na categoria Técnico Destaque dos Destaques e salientou que o reconhecimento representa uma conquista histórica. “Desde que entrei na cooperativa, há sete anos, me dediquei para ser conhecido como o melhor técnico da região. Hoje elevei muito meu desempenho e pretendo seguir ainda mais as orientações da Aurora Coop para futuramente tentar receber essa conquista novamente”.

Em reconhecimento ao trabalho de excelência desenvolvido no campo, a Aurora Coop promove há 12 anos a premiação como forma de agradecer e prestigiar todos os envolvidos nas atividades rurais. Até o momento foram 80 premiações que mostraram os resultados conquistados a cada dia, superando todos os desafios para seguir o caminho com união.

Além dos empresários rurais que são cooperativistas de essência e que bateram recordes de produção e eficiência em seus lotes de suínos, foram homenageados os técnicos agropecuários e as cooperativas filiadas que se destacaram em 2023 nessas atividades. Todas as categorias homenageadas são formadas por pessoas que atuam nas diversas fases da suinocultura: Unidade Produtora de Leitões, Creches e Suicooper 3. Também foram reconhecidos os técnicos destaques no Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop, das atividades de suínos, aves e leite.

O ato foi conduzido pelo diretor-presidente da Aurora Coop Neivor Canton, pelo diretor vice-presidente de agronegócio Marcos Zordan, pelo secretário do Conselho de Administração Romeo Bet, pelo gerente de suinocultura da Aurora Coop Luiz Carlos Giongo e pelo assessor de suinocultura Sandro Tremea, com apoio de suas equipes. Estiveram presentes empresários rurais, dirigentes cooperativistas, técnicos, profissionais de suinocultura da Aurora Coop e filiadas, equipe da Agriness, entre outros convidados.

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Canton enfatizou que, além de representar um momento de reconhecimento, a iniciativa também demonstra crescimento, tanto ao produtor quanto aos técnicos e às cooperativas. “A produtividade está em constante construção e, quando as pessoas se sentem estimuladas, costumam responder com melhores resultados”, salientou ao reforçar a importância da cooperação para que todos atinjam a excelência.

Zordan destacou que cada edição representa uma oportunidade para coroar o produtor como um dos melhores. “Para nós, da Aurora Coop, é um prazer reconhecer o desempenho dos produtores, técnicos e cooperativas filiadas. Isso serve como exemplo àqueles que ainda estão com dificuldade e também para que o próprio homenageado reconheça que ainda pode melhorar naquilo que faz. Uma das provas disso é o Programa Propriedade Aurora Sustentável, que vem possibilitando ao produtor entregar uma meta acima da média”.

O vice-presidente realçou, ainda, a importância do bom trabalho da área técnica e do produtor gostar daquilo que faz. “É um orgulho reconhecer que temos, em nosso quadro de associados, os melhores produtores do Brasil. Parabenizamos aos empresários rurais, aos técnicos e às cooperativas filiadas. Também reforçamos para que não desistam porque sempre há algo a melhorar”.

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Além das homenagens, o evento contou com a formatura dos participantes da mais recente turma do Programa P+1, que visa o aperfeiçoamento de técnicos da área de suinocultura.

DESTAQUES DE SUINOCULTURA 2023
  • PRODUTOR DESTAQUE CRECHE
    • Daniel Rech (Copérdia)
  • PRODUTOR DESTAQUE SUICOOPER III
    • 1º Lugar: Cristiane Andreia Giarolo (Cooperalfa)
    • 2º Lugar: Nivaldo Romeo Mattia (Cooperalfa)
    • 3º Lugar: Neudir Demartini (Cooperalfa)
  • PRODUTOR DESTAQUE SUICOOPER III – MATO GROSSO DO SUL
    • Guilherme Carvalho Scarcelli (Cooasgo)
  • PRODUTOR DESTAQUE UPD
    • 1º Lugar: Ismael Persh (Auriverde)
    • 2º Lugar: Willian Tofolli (Copérdia)
  • TÉCNICOS DESTAQUES PRSA
    • Aves: Rian Cuppini (Aurora Coop)
    • Leite: Juliana do Amaral (Cooperalfa)
    • Suínos: Renato Luis Simon (Aurora Coop)
    • Técnico Destaque com a Melhor Pontuação: Renato Luis Simon (Aurora Coop)
  • TÉCNICO DESTAQUE CRECHE
    • Juliano Perotoni (Aurora Coop)
  • TÉCNICO DESTAQUE SUICOOPER III
    • 1º Lugar: Ivan Luiz Schoeninger (Cooperativa A1)
    • 2º Lugar: Ermenson Luiz Bertoldi (Aurora Coop)
    • 3º Lugar: Marivaldo Capitanio (Cooperalfa)
  • TÉCNICO DESTAQUE DOS DESTAQUES
    • Joel Paulo Ficagna (Aurora Coop)
  • COOPERATIVAS DESTAQUE
    • 1º Lugar: Cooperalfa
    • 2º Lugar: Coopervil
    • 3º Lugar: Coolacer

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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