AGRONEGÓCIO

Cenário para soja 2024/25 segue desfavorável aos produtores de MT

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Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o custeio da soja para a safra 2024/25, em Mato Grosso, segue desfavorável, mesmo com uma sutil queda sobre os custos de produção, na comparação mensal.

Em fevereiro, o indicador ficou projetado em custo de produção de R$ 4.145,75/ha na média do Estado, redução de 0,19% em relação a janeiro, pautada pelo recuo nos preços com os fertilizantes, corretivos e defensivos.

“Apesar da queda mensal no valor dos insumos para a safra, quando analisada a relação de troca da saca de soja para uma tonelada dos principais produtos, o cenário neste momento não está favorável para o sojicultor do Estado”, destacam os analistas do Imea.

Desse modo, para que os produtores consigam adquirir uma tonelada de Super Simples (SSP) e de Map, é necessário que entreguem 21,93 sacas e 40,45 sacas de soja, respectivamente.

“O panorama desfavorável na relação de troca é reflexo do recuo expressivo no preço futuro da oleaginosa. Neste difícil início de temporada (custos elevados e preços baixos) é importante que o sojicultor de Mato Grosso tenha na ‘ponta da caneta’ as suas despesas, para conseguir aproveitar as oscilações do mercado e minimizar os riscos da próxima safra”, afirmam.

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NA CONTRAMÃO, O RECORDE

O esmagamento da soja em fevereiro alcançou recorde no processado para o mês, totalizando 1,04 milhão de toneladas, alta de 19,33% quando comparado com o mesmo período de 2023, e 17,99% maior que a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso.

Alguns fatores influenciaram no maior volume esmagado no mês, como a abertura de novas indústrias no Estado e a demanda externa aquecida, principalmente pelo farelo de soja.

Em relação à margem bruta de esmagamento, o indicador ficou na média de R$ 538,42/sc em fevereiro, alta de 3,21% quando comparado com janeiro.

Esse cenário foi pautado pela queda nos preços da soja em grãos na média de fevereiro, que foi maior que a desvalorização nos preços dos subprodutos da oleaginosa.

“Para o mês de março espera-se que o ritmo do esmagamento continue aquecido, visto que a margem bruta nos primeiros quinze dias do mês aponta para um aumento na média estadual”, afirmam os técnicos.

Fonte: Diário de Cuiabá

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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