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Alta produtividade de leite está ligada à saúde gastrointestinal de vacas leiteiras

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Obter alta produtividade na pecuária leiteira é um desafio que envolve várias frentes. Proporcionar bem-estar aos animais é uma das prioridades e isso passa pela saúde gastrointestinal das vacas. “Um sistema digestivo saudável é fundamental para a absorção adequada de nutrientes e produção de leite com alta qualidade. Manter o bom desempenho produtivo é um grande desafio nas fazendas, especialmente diante dos fatores negativos que se acumulam no período próximo ao parto, incluindo redução no consumo de alimentos, mudanças na dieta, condições ambientais, interações sociais e doenças infecciosas. Esses fatores têm impacto direto na saúde e na qualidade intestinal das vacas, comprometendo a eficácia da barreira intestinal”, alerta Davi Brito de Araujo, gerente global da Selko, marca de aditivos alimentares da Trouw Nutrition.

Segundo Davi Brito, o comprometimento da barreira intestinal, também conhecido como leaky gut (síndrome do intestino permeável), ocorre quando as junções das células do revestimento do intestino (mucosa intestinal) se tornam mais permeáveis do que o normal, permitindo a passagem de bactérias e toxinas do lúmen intestinal para a corrente sanguínea. Como resultado, pode haver acionamento do sistema imune em virtude do quadro inflamatório, com gasto energético elevado para a vaca – provocando prejuízo à saúde e à performance do animal e, consequentemente, à rentabilidade do produtor.

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Para contribuir para o sucesso da pecuária leiteira, a Trouw Nutrition lança o prebiótico Selko® | Lactibute. “O produto foi desenvolvido após anos de intensas pesquisas. Seu modo de ação patenteado e único reduz a permeabilidade intestinal e melhora a partição de energia, colaborando para o aumento da produção e da qualidade do leite”, destaca Gabriela Kimerling, coordenadora de negócios Feed Additives da Trouw Nutrition.

O lançamento de Selko® | Lactibute ocorrerá em evento exclusivo “A Nova Fronteira: Saúde Gastrointestinal e Seu Impacto na Produção de Leite”, promovido no dia 20 de março em Uberlândia/MG, na noite que antecede o Curso Novos Enfoques 2024, e terá a participação de quatro renomados especialistas: Barry Bradford, da Universidade Estadual de Michigan; Lance H. Baumgard, da Universidade Estadual de Iowa; José Eduardo P. Santos, da Universidade da Flórida; e a doutora Victória Sanz-Fernandez, médica-veterinária e pesquisadora da Trouw Nutrition na Holanda, que farão as palestras “Fatores-Chave que Influenciam a Digestibilidade em Bovinos de Leite”, “Agentes Estressores que Causam Inflamação Intestinal e Estratégias Práticas a Serem Consideradas”, “O Impacto da Doença na Produtividade e Fertilidade de Rebanhos Leiteiros” e “Selko® Lactibute: Uma Nova Ferramenta na Manutenção da Saúde e Integridade Intestinal”.

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“A qualidade intestinal é fundamental para garantir um rebanho saudável e produtivo. Porém, como diversos fatores que podem afetá-la negativamente, os produtores devem estar sempre atentos e buscar estratégias que amenizem os impactos sobre a produtividade”, finaliza Gabriela Kimerling, coordenadora de negócios Feed Additives da Trouw Nutrition.

Fonte: Texto Comunicação Corporativa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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