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AGRO: Qualidade do suco da Coopsoli chama atenção na Alemanha

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Gigante – O produto concorreu em um teste de qualidade que reuniu várias marcas disponíveis aos consumidores daquele país, representando a LIDL, uma gigante supermercadista que só na Alemanha conta com 3.250 lojas e atua no fornecimento de itens do mercado solidário, como sucos de frutas, café e cacau, em embalagens com a marca Way To Go (caminho a seguir, na tradução literal).

“Muito bom” – Na avaliação, que é feita regularmente por especialistas, o suco de laranja dos cooperados da Coopsoli foi o único produto com uma classificação geral de “muito bom” e a declaração de que “o suco de laranja não só impressiona por sua qualidade, mas também pelo compromisso associado a ele”.

Nota máxima – Em conteúdo distribuído pela LIDL, consta ainda que o suco “é produzido com pagamento comprovadamente justo no país de origem e sob condições de trabalho seguras, tendo recebido nota máxima, superando todos os outros produtos”.

Origem – A LIDL recebe o suco concentrado e congelado de laranja, produzido nas regiões noroeste e norte do Paraná, através da Louis Dreyfus Sucos, companhia que faz a importação do produto.

Exigências – A relação dos produtores paranaenses com o mercado solidário vem desde 1999 e há alguns anos a Coopsoli foi fundada para congregar exclusivamente citricultores das regiões norte e noroeste do estado que atendem as exigências desse segmento. Entre elas, o cuidado com o meio ambiente onde a fruta é produzida e a observância às condições de trabalho, com a inexistência de mão de obra infantil e degradante e o rigor quanto aos direitos trabalhistas.

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Parceria – Enquanto a Coopsoli congrega os produtores que se encaixam no perfil do mercado solidário, a Cocamar se encarrega da prestação de assistência técnica nos pomares, fornecimento de insumos e comercialização das safras, que são destinadas à fábrica de suco concentrado da Louis Dreyfus Sucos, em Paranavaí (PR).

Adicional – Além de receberem o preço de mercado pela sua produção de laranjas, os citricultores têm direito a um montante adicional que é originado da venda aos consumidores da Alemanha e de outros países. Eles pagam, em média, 1,99 euro pelo litro do suco e parte desse valor volta aos produtores como um incentivo por suas boas práticas.

Recursos – Em 2023, a Coopsoli registrou o retorno de R$ 6,6 milhões relativos à exportação de suco para aquele mercado, sendo parte desse dinheiro aplicado em benefício aos próprios cooperados, que o utilizam em ações para o enfrentamento ao greening (a mais importante enfermidade que ataca a cultura, ainda sem tratamento), contratação de consultoria especializada em nutrição de pomares, que compreende análise de solo e das folhas das plantas, para detectar eventuais necessidades, disponibilização de calcário para correção do solo, cursos e outras realizações.

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Apoio – A própria LIDL manifestou interesse em financiar projetos adicionais com os cooperados da Coopsoli, buscando apoiar grupos sensíveis como mulheres e crianças, e incentivar a diversificação agrícola. Para isso, já ficou definido que a Coopsoli receberá um aporte de cerca de R$ 500 mil em dois anos para custear iniciativas que visam a implementar ações para o fortalecimento dos produtores de forma sustentável e o desenvolvimento da cooperativa.

Orgulho – Rodrigo Faccin, de 34 anos, é um dos 36 cooperados da Coopsoli. A família dele possui uma propriedade no município de Alto Paraná, próximo a Paranavaí, onde há um pomar com cerca de 30 mil plantas. Engenheiro agrônomo, Rodrigo, que reside no local com a esposa Jaqueline, disse ter ficado orgulhoso ao saber que o suco produzido com as laranjas produzidas pelos produtores ligados à Coopsoli, foi reconhecido pela qualidade na Europa.

Vale a pena – “A gente teve que fazer adequações na propriedade para atender às exigências do mercado solidário, mas vale a pena, porque isso nos fortalece na atividade”, afirma Rodrigo, destacando que um dos desafios dos produtores é fazer frente ao greening, doença que exige um manejo constante e tem o apoio do mercado solidário.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocamar

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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