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Gergelim e amendoim diversificam sistema de produção e geram renda

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Há muito tempo, instituições de pesquisa, como a Embrapa, vêm pesquisando alternativas para diversificar o sistema de produção e leva-las até à assistência técnica e ao produtor rural: Sistema Plantio Direto, Integração Lavoura-Pecuária, Consórcio de Milho com Braquiária e tantos outros ativos tecnológicos foram e são desenvolvidos com o intuito de melhorar a agropecuária brasileira.

Na busca por alternativas, atualmente, duas culturas estão sendo apreciadas pelos produtores: amendoim e gergelim. Mato Grosso, por exemplo, é um estado com uma área considerável de gergelim, cerca de 170 mil hectares, sendo cultivado sempre após a soja. “O amendoim vem crescendo aqui na região Centro-Sul do Brasil. São Paulo é o maior estado produtor de amendoim [724,1 mil toneladas, na safra 2022/2023]. Em Mato Grosso do Sul, dadas suas condições de clima, o amendoim também vem ocupando um espaço muito interessante [cerca de 7 mil hectares], especialmente quando se trata de reforma de canaviais”, afirma Lamas, tendo o amendoim, neste estado, ganhado espaço nas regiões dos municípios de Nova Andradina e de Glória de Dourados. O pesquisador diz que o amendoim, hoje em dia, apresenta uma rentabilidade atrativa para o produtor rural e isso está animando o setor.

Um ponto ressaltado é quanto à qualidade dos dois produtos, principalmente, do amendoim. Há determinadas condições ambientais que favorecem o estabelecimento de um fungo chamado Aspergillus flavus, que produz uma toxina venenosa para o ser humano. Por isso, o produtor deve ficar atento a condições no campo, como a época de semeadura e a forma de colheita, para evitar que esse fungo se reproduza na cultura.

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Na Tecnofam 2024, que será realizada de 16 a 18 de abril, haverá cultivares de amendoim e de gergelim da Embrapa que poderão ser vistas no campo, no Parque de Exposições de Dourados, MS, local onde o pesquisador Lamas estará mostrando e tirando dúvidas sobre elas. Veja quais são e clique no link para conhecer um pouco sobre cada uma. Amendoim BRS 421 OL, Amendoim BRS 423 OL, Amendoim BRS 425 OL e Amendoim BRS 426 OL. Gergelim BRS Morena, Gergelim BRS Seda e Gergelim BRS Anahí.

Em resumo, amendoim e gergelim são alternativas para os modelos que estão predominando, tanto em Mato Grosso como em Mato Grosso do Sul. Mato Grosso do Sul, soja e milho, e, em Mato Grosso, soja e milho, soja e algodão. “Esses dois produtos hoje têm uma demanda no mercado internacional muito significativa, especialmente o mercado europeu, que é um mercado muito exigente em termos de sistema de produção”, diz Lamas.

Tecnofam 2024 – Nesta edição, as instituições e organizações envolvidas são: Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul); Movimento de Mulheres Camponesas (MMC); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Mato Grosso do Sul (Fetagri-MS); Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam); Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul); Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS); Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran); Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems); Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS); Hospital de Amor – Dourados-MS; Banco do Brasil; Caixa Econômica Federal; Cresol; Sicoob; Sicredi; Associação dos Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS); Sindicato Rural de Dourados; Sistema OCB-MS; Senar-MS; Sebrae-MS; Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf)/Prefeitura Municipal de Dourados; Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer)/Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc)/Governo MS; Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Governo Federal.

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Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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