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Suinocultura: prazo para cumprimento de medidas se encerra em 60 dias

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Até agora, pouco mais de 5% já possuem os dados sobre a biosseguridade da sua propriedade inseridos no sistema. O primeiro prazo para as granjas já existentes antes da publicação da normativa se encerra em 22 de maio deste ano. “A propriedade que não possuir os requisitos mínimos estipulados será bloqueada para o alojamento de animais”, explica a coordenadora do Programa de Sanidade Suína no estado, Gabriela Cavagni.

O preenchimento do questionário é obrigação sanitária de todas as granjas comerciais e deve ser feito pelo responsável técnico. “A resposta ao questionário é um procedimento simples, mas de grande importância, pois contribui para o Serviço Veterinário Oficial conhecer as condições das propriedades e promover conscientização e políticas para o aprimoramento das condições sanitárias”, afirma o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS, Rogério Kerber.

Para preencher o questionário e incluir o plano de ação da granja previsto na IN, o responsável técnico deve entrar na Plataforma de Defesa Sanitária Animal do RS (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria, através de convênio com o Fundesa. Na ferramenta, disponível na web e por aplicativo é possível realizar todo o processo online e de forma gratuita.

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O prazo de 22 de maio prevê as seguintes providências do produtor:

  • Elaborar plano de ação com cronograma para adequação da granja;
  • Possuir vestuário e calçados de uso exclusivo da granja ou descartáveis;
  • Possuir sistema de desinfecção de equipamentos e objetos que irão ingressar na granja;
  • Utilizar apenas veículos limpos e desinfetados;
  • Impedir acesso de outros animais na área interna da granja comercial;
  • Possuir reservatórios de água fechados, protegidos e limpos;
  • Realizar cloração ou processo equivalente, mantendo a potabilidade da água prevista em legislação;
  • Possuir programa de prevenção e controle de pragas em todas as instalações;
  • Cumprir período de vazio sanitário para visitas e realizar registro de visitantes;
  • Possuir os registros auditáveis e demais documentos.

A IN10 prevê ainda outros prazos, de mais 12 e 24 meses e que seguem em contagem regressiva. Esses prazos dizem respeito a medidas como ajustes no cercamento e barreiras sanitárias. Os procedimentos relacionados à biosseguridade têm relação com a proteção do plantel de suínos de doenças como a Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana e outras enfermidades das quais o RS é livre. O avanço da sanidade animal contribui com a abertura de novos mercados e o crescimento da atividade no estado.

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As agroindústrias estão trabalhando na conscientização de seus produtores integrados para a realização do procedimento. A atividade de resposta ao questionário e cumprimento dos prazos também se aplica aos produtores independentes, que correspondem a 11% da suinocultura gaúcha.

Confira a IN10

Fonte: FUNDESA RS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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