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Semana de estabilidade nos preços do café, mas NY continua entre 180 e 190 centavos

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Durante a última semana, observou-se estabilidade nos preços do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e do robusta na Bolsa de Londres. No Brasil, os preços também registraram avanço para os produtores, impulsionados pelo cenário das bolsas e pela taxa de câmbio favorável, próxima a R$ 5,00. Além disso, a oferta permanece limitada antes do início da colheita da safra 2024.

Entretanto, em Nova York, o mercado continua preso em uma faixa entre 180 e 190 centavos de dólar por libra-peso. Essa estagnação persiste há algum tempo, refletindo um período de transição após o forte rally no final do ano passado.

O consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, destaca que esse comportamento lateral está relacionado às incertezas financeiras, com investidores aguardando definições sobre a política monetária dos Estados Unidos. Apesar das expectativas de um início no ciclo de corte de juros nos EUA em junho, pouco mudou na percepção dos investidores, mantendo a cautela e interferindo nos preços do café no curto prazo.

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Quanto aos fundos, embora haja um sinal sutil de redução nas posições compradas, ainda mantêm uma carteira líquida comprada considerável. Enquanto isso, os estoques certificados de café na bolsa de NY continuam aumentando, atualmente em 560 mil sacas, a maioria armazenada em Antuérpia, na Bélgica.

Em Londres, o café robusta continua valorizado devido à produção reduzida no Vietnã e Indonésia, problemas no Mar Vermelho e à retração do vendedor asiático, especialmente o vietnamita. Isso resultou em um descolamento positivo do robusta em relação ao arábica.

No mercado físico brasileiro, os preços continuam sendo influenciados pelas bolsas, com movimento cadenciado e oferta limitada. Alguns cafés, como o arábica “bebida fraca”, estão registrando valores elevados, como o café rio tipo 7 na Zona da Mata de Minas, que alcançou R$ 915,00 a saca.

Em resumo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do café, com o mercado atento às nuances tanto internacionais quanto locais, enquanto se prepara para as mudanças sazonais que influenciarão os próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Híbridos de braquiária avançam no mercado forrageiro e ganham espaço na pecuária brasileira

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Os híbridos de braquiária vêm ampliando participação no mercado forrageiro brasileiro e consolidando espaço na pecuária nacional, impulsionados pela busca crescente dos produtores por maior estabilidade produtiva, eficiência técnica e segurança no manejo das pastagens.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio do SIGEF — Módulo de Controle da Produção de Sementes e Mudas — referentes à safra 2025/2026, apontam que os híbridos apresentaram maior resiliência no mercado em comparação às braquiárias convencionais, mesmo em um cenário de retração das áreas inscritas para produção de sementes tropicais.

O movimento reforça uma tendência de amadurecimento do setor forrageiro, especialmente entre pecuaristas que priorizam desempenho consistente, previsibilidade e melhor adaptação das pastagens em sistemas mais intensivos de produção.

Híbridos ganham força com foco em produtividade e segurança

Entre os materiais que vêm ampliando presença no mercado está o Mavuno, híbrido desenvolvido pela Wolf Seeds, que registrou crescimento de 15% na área de produção em relação à safra anterior.

Segundo os dados do SIGEF, a área inscrita do híbrido passou de 1.796 hectares para 2.067 hectares, colocando o material como a braquiária híbrida com maior área registrada entre os híbridos na atual safra.

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De acordo com Alexander Wolf, CEO da empresa, o avanço reflete uma mudança gradual no perfil de decisão do produtor rural brasileiro.

“O produtor busca hoje materiais que entreguem previsibilidade, segurança produtiva e maior estabilidade de desempenho, mesmo diante de diferentes condições de manejo e ambiente”, afirma.

Mercado forrageiro passa por seleção mais técnica

O cenário também evidencia uma maior seletividade técnica no mercado de sementes forrageiras. Enquanto os híbridos ampliam participação, parte das braquiárias convencionais perdeu espaço na safra 2025/2026.

Um dos principais exemplos foi a B. ruziziensis, que registrou retração de 59% nas áreas inscritas em comparação com a temporada anterior.

Segundo especialistas do setor, o movimento está diretamente ligado à busca por materiais mais adaptados às exigências atuais da pecuária moderna, que demanda maior produtividade por área, eficiência alimentar e estabilidade das pastagens ao longo do ano.

Além da uniformidade de desenvolvimento, os híbridos vêm sendo associados a melhor resposta agronômica em sistemas intensivos, principalmente em propriedades que trabalham com integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens e aumento da lotação animal.

Pecuária intensiva impulsiona demanda por híbridos

A evolução dos híbridos ocorre em um momento de transformação da pecuária brasileira, com avanço de tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva e sustentabilidade dos sistemas de produção.

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Nesse contexto, materiais mais consistentes e adaptáveis ganham relevância estratégica para produtores que buscam reduzir riscos produtivos e melhorar o desempenho das áreas de pastagem.

Para Alexander Wolf, o mercado brasileiro de forrageiras passa por um processo natural de evolução técnica.

“O mercado está amadurecendo e existe uma preocupação cada vez maior com eficiência, adaptação, estabilidade e capacidade de entrega dos materiais ao longo das safras. Isso favorece híbridos mais consistentes tecnicamente e com maior previsibilidade produtiva”, destaca.

Tendência aponta fortalecimento dos híbridos no Brasil

Com a crescente demanda por produtividade e maior eficiência na pecuária, a expectativa do setor é de continuidade da expansão dos híbridos forrageiros nos próximos ciclos agrícolas.

O avanço da tecnologia genética aplicada às pastagens e a necessidade de sistemas produtivos mais resilientes devem continuar impulsionando investimentos em materiais híbridos no mercado brasileiro de sementes forrageiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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