AGRONEGÓCIO

Potente ante traça-do-tomateiro, inseticida recebe registro para manejo de mais 4 pragas da cultura

Publicado em

Pouco mais de dois anos após lançado, o inseticida Ohkami®, da Sipcam Nichino, consolidou posição de referência do produtor de tomate no controle da principal praga da cultura: a traça-do-tomateiro ou Tuta absoluta. Nos últimos dias, segundo informa a companhia, Ohkami® recebeu registro visando a mais quatro pragas recorrentes do tomate: ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca-pequena-dos-frutos (Neoleucinodes elegantalis), mosca-minadora (Lyriomyza huidobrensis) e tripes (Frankliniella schultzei).

“A extensão da bula amplia o raio de ação do produtor diante de pragas com alto potencial para ocasionar danos econômicos relevantes, às plantas e aos frutos de tomate”, resume Eric Ono, pesquisador da Sipcam Nichino.

O ácaro-rajado, por exemplo, se situa entre as mais importantes pragas polífagas conhecidas no mundo, ao passo que a broca-pequena dos frutos detém potencial para ocasionar perdas da ordem de 80% à produção. Já a mosca-minadora, de uma praga secundária converteu-se em risco aos cultivos. O tripes, por sua vez, transmissor do vírus causador da devastadora doença chamada ‘vira-cabeça’, tornou-se altamente desafiador ao produtor na safra.

Leia Também:  Lucas do Rio Verde recebe Jogos Vale do Verde em novembro

“Avaliamos Ohkami® como sendo um eliminador de pragas por excelência”, continua Ono. O inseticida, ele explica, age por contato e ingestão sobre insetos e lagartas. “Controla ovos (ação ovicida) e evita a colocação de ovos férteis por mariposas e fêmeas adultas das pragas. Diferencia-se por quebrar o ciclo de desenvolvimento das pragas-alvo. Essa tecnologia permite eliminar pragas antes de haver danos à cultura do tomate”, acrescenta o executivo.

Conforme Ono, Ohkami® age logo após aplicado e entrega ao tomaticultor um mecanismo de ação único, baseado no composto Tolfenpyrad. “Empregado seguindo as orientações técnicas, o inseticida impede o desenvolvimento de resistência cruzada por pragas. O ingrediente ativo de Ohkami® foi pouco exposto nas lavouras de tomate do Brasil até o momento”, explica Ono.

Ainda segundo Eric Ono, frente a todas as pragas para as quais Ohkami® está indicado no tomateiro, a recomendação da empresa prevê iniciar aplicações do inseticida tão logo sejam constatados os primeiros sinais de ataques nas áreas de cultivo, independentemente do estágio da cultura.

Leia Também:  Gracyanne Barbosa expõe cantadas que recebe após fim de casamento: ‘Cura’

Além do tomate, salienta a Sipcam Nichino, Ohkami® vem sendo utilizado com sucesso, no Brasil, nos cultivos de aveia, brócolis, centeio, cevada, couve, couve-flor, repolho, trigo e triticale.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Sipcam Nichino Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Supermercados enfrentam nova pressão sobre margens mesmo com desaceleração dos preços dos alimentos

Published

on

O varejo supermercadista brasileiro entrou em uma nova fase de desafios. Mesmo com sinais de desaceleração em parte dos preços dos alimentos, o setor continua pressionado por margens apertadas, mudanças no comportamento do consumidor, juros elevados e crescente complexidade tributária e operacional.

Dados do IBGE mostram que o grupo Alimentação e bebidas avançou 0,82% em abril, mantendo impacto relevante sobre o orçamento das famílias. Ao mesmo tempo, a Pesquisa Mensal do Comércio revelou alta de 0,5% nas vendas do varejo em março, levando o setor a um novo recorde da série histórica.

Apesar do avanço da atividade econômica, especialistas alertam que crescimento nas vendas não significa, necessariamente, melhora na rentabilidade das redes supermercadistas.

Consumidor mais cauteloso muda dinâmica do setor

Segundo Márcio Goulart, especialista em gestão de supermercados e porta-voz da Meta Contabilidade, o setor deixou para trás a fase em que o principal desafio era apenas repassar a inflação ao consumidor.

Agora, o cenário é marcado por um consumidor mais seletivo, compras fragmentadas e necessidade crescente de eficiência operacional.

“Existe uma leitura equivocada de que, se alguns preços começam a aliviar, automaticamente a operação melhora. Não funciona assim. O consumidor continua pressionado financeiramente, compra com mais cautela, reduz volume, troca marcas e distribui as compras ao longo do mês. Enquanto isso, a operação segue convivendo com custos financeiros altos, exigências fiscais complexas e necessidade de resposta rápida”, afirma.

Na prática, o comportamento das famílias mudou significativamente. Crescem as compras com tickets menores, o aproveitamento de promoções pontuais e a migração entre diferentes canais, como supermercados de bairro, atacarejos e varejo digital.

Leia Também:  Cievs local recebe visita de técnica da secretaria estadual de saúde
Varejo alimentar perde previsibilidade e exige gestão mais técnica

A mudança no padrão de consumo elevou o nível de complexidade da operação supermercadista. Segundo especialistas, o setor passou a exigir maior capacidade analítica e decisões baseadas em dados em tempo real.

“A previsibilidade caiu. O consumidor compara mais, reage rapidamente a preço e demonstra menos fidelidade. O supermercadista que continua tomando decisão apenas com base em histórico de vendas ou percepção empírica corre risco de errar precificação, estoque e planejamento”, destaca Goulart.

Como o varejo alimentar opera tradicionalmente com margens reduzidas e alto volume de giro, pequenas falhas operacionais podem comprometer diretamente a rentabilidade.

Entre os principais pontos de atenção no setor estão:

  • erros de precificação;
  • estoques desalinhados com a demanda;
  • desperdício operacional;
  • rupturas frequentes;
  • baixa visibilidade sobre margem real por categoria;
  • falhas de integração entre áreas fiscal, financeira e operacional;
  • crescimento descontrolado das despesas.
Juros altos afetam consumo e pressionam supermercados

O ambiente macroeconômico também amplia os desafios. Com a taxa Selic em 14,75% ao ano, o custo do crédito continua elevado, reduzindo a capacidade de consumo das famílias e alterando prioridades financeiras.

Segundo Goulart, o impacto dos juros vai além do consumo de bens duráveis e já influencia diretamente os hábitos de compra no setor alimentar.

“Quando o crédito fica caro, o orçamento doméstico muda de prioridade. O supermercado passa a disputar espaço com parcelas, renegociação de dívidas, custos financeiros e outras obrigações fixas. Isso altera comportamento, frequência de compra e sensibilidade a preço”, explica.

Esse cenário ajuda a explicar por que muitas redes conseguem manter volume de vendas, mas enfrentam deterioração gradual da margem operacional.

Leia Também:  Lucas do Rio Verde recebe Jogos Vale do Verde em novembro
Reforma tributária aumenta preocupação no setor supermercadista

Além das mudanças no consumo e da pressão financeira, o varejo alimentar acompanha com cautela o avanço da regulamentação da Reforma Tributária.

A implementação da CBS e do IBS deve exigir revisão de processos internos, adaptação tecnológica e reestruturação das estratégias de precificação e aproveitamento de créditos fiscais.

Embora o objetivo da reforma seja simplificar o sistema tributário, o período de transição preocupa empresas do setor devido ao risco de distorções operacionais e aumento de custos de adaptação.

“O varejo alimentar trabalha com volume alto, margens apertadas e sensibilidade extrema a preço. Qualquer erro de parametrização tributária ou atraso na adaptação pode gerar impactos relevantes na operação”, afirma o especialista.

Setor entra em nova fase de competitividade

Para especialistas, o varejo supermercadista brasileiro vive uma transformação estrutural e não apenas um ajuste momentâneo provocado pela inflação ou pelo ciclo econômico.

O cenário atual exige controle rigoroso de custos, eficiência operacional, inteligência de dados e capacidade de adaptação rápida ao novo perfil de consumo.

“O supermercadista brasileiro sempre foi resiliente, mas o ambiente mudou. Hoje, vender bem não basta. É preciso entender margem real, comportamento do consumidor, impacto tributário, custo financeiro e eficiência operacional ao mesmo tempo”, conclui Goulart.

Com consumidores mais sensíveis a preço e margens cada vez mais pressionadas, o setor supermercadista deve continuar operando em um ambiente de alta competitividade e necessidade constante de inovação na gestão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA