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Tétano em Equinos: Quais os riscos?

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O tétano é considerado uma doença tóxica infecciosa, que acomete os animais domésticos e seres humanos, e que ocorre pela ação das toxinas produzidas pelo Clostridium tetani, bactéria Gram-positiva presente mundialmente e encontrada no ambiente nas formas vegetativa ou esporulada.

Sua alta taxa de letalidade e o longo período de convalescência coloca o tétano com uma das principais doenças da medicina veterinária, sendo os equinos a espécie mais acometida pela doença.

“Os equinos são particularmente suscetíveis ao tétano, especialmente aqueles envolvidos em atividades de trabalho, nos quais ferimentos perfuro-cortantes são mais comuns. O tétano pode se desenvolver quando as bactérias entram em feridas, criando condições anaeróbias favoráveis à sua multiplicação e produção de toxinas. Os sinais clínicos característicos incluem rigidez muscular, espasticidade, dificuldade de mastigação e até mesmo dispneia”, esclarece Camila Senna, médica- veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal.

Qualquer equino que possa ter alguma ferida aberta é susceptível ao tétano. A doença não é contagiosa, ou seja, não passa de um animal ao outro, mas a bactéria causadora é encontrada facilmente na microbiota intestinal dos animais e no solo, principalmente terra, onde é capaz de sobreviver por muitos anos na sua forma esporulada, “inativa”.

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Quando o animal se machuca, principalmente naqueles pequenos ferimentos ou arranhões comuns que acontecem nas patas causados por esporas, arames, ou até mesmo cravo de ferraduras, a bactéria pode ser inserida dentro do ferimento e iniciar a produção de toxinas que atuam inibindo o relaxamento muscular dos animais, deixando-os com uma aparência rígida ou travada.

O período de incubação bacteriana pode variar de 3 dias a 3 semanas, dependendo da quantidade de neurotoxina produzida, sua toxigenicidade e a quantidade de toxina circulante. Os sinais e sintomas da doença iniciam, em geral, entre 7 e 15 dias após a contaminação.

O diagnóstico é, geralmente, baseado nos sintomas clínicos e no histórico do animal, como ferimentos recentes ou procedimentos cirúrgicos. Exames complementares, como culturas de secreção da ferida e testes sorológicos, podem auxiliar no diagnóstico preciso. O prognóstico do tétano em equinos é implacável, 8 em cada 10 animais afetados pela doença podem ir a óbito, especialmente se o tratamento não for iniciado prontamente.

“O tratamento visa eliminar a infecção com antibióticos, controlar os sintomas com relaxantes musculares e neutralizar as toxinas com a administração de antitoxina tetânica. No entanto, a prevenção é fundamental. A imunização vacinal é a melhor maneira de proteger os equinos contra o tétano”, explica Camila.

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Uma única dose anual após uma primovacinação correta com 2 doses, ajuda o organismo do animal a se proteger contra as toxinas tetânicas e suas consequências. A Ceva tem o orgulho de ter em seu portfólio a Tri-Equi®, vacina tríplice recomendada para equinos sadios na prevenção do tétano, da encefalomielite viral equina e da influenza equina I e II.

“Vale ressaltar que os animais vacinados que apresentam ferimentos podem receber reforço vacinal para estimular a resposta dos anticorpos. Além disso, o manejo adequado dos ferimentos acidentais nos equinos, como a higienização com soluções antissépticas apropriadas, auxilia evitando a proliferação de bactérias e um possível ambiente anaeróbico favorável para proliferação do Clostridium tetani”, finaliza Camila.

Fonte: Ceva Saúde Animal

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia embarcada fortalece agricultura e ajuda produtores a enfrentar mudanças climáticas

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As mudanças climáticas vêm impondo novos desafios ao agronegócio brasileiro. Fenômenos como secas prolongadas, chuvas intensas concentradas em curtos períodos e oscilações bruscas de temperatura têm impactado diretamente a produtividade das lavouras e exigido maior capacidade de adaptação dos produtores rurais.

Nesse cenário, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem se consolidado como uma importante ferramenta para aumentar a eficiência das operações e fortalecer a resiliência das propriedades rurais. Soluções baseadas em agricultura de precisão, automação e conectividade permitem uma gestão mais estratégica dos recursos, contribuindo para minimizar os efeitos das adversidades climáticas.

Entre os principais recursos disponíveis estão os sistemas de piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Essas tecnologias possibilitam que cada operação seja realizada de forma mais precisa, considerando as características específicas de cada área da propriedade.

Com isso, os produtores conseguem reduzir sobreposições, evitar falhas operacionais e otimizar o uso de insumos, promovendo ganhos tanto em produtividade quanto em rentabilidade.

Eficiência no uso de recursos e sustentabilidade

Além dos benefícios econômicos, a adoção de tecnologias embarcadas também contribui para uma agricultura mais sustentável. A aplicação precisa de sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas reduz desperdícios e favorece o uso racional dos recursos naturais, fator cada vez mais relevante diante da crescente pressão por sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

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A integração entre máquinas e plataformas digitais permite ainda o monitoramento contínuo das operações, gerando informações valiosas para a tomada de decisões e o planejamento das próximas safras.

Os dados coletados em campo ajudam os agricultores a identificar oportunidades de melhoria, corrigir gargalos operacionais e antecipar estratégias de manejo, ampliando a capacidade de resposta diante de condições climáticas adversas.

Inteligência de dados ganha protagonismo no campo

De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia desempenha papel fundamental na adaptação da agricultura aos desafios climáticos atuais.

Segundo ele, as ferramentas digitais transformam informações operacionais em inteligência estratégica, permitindo maior controle sobre as atividades agrícolas.

“As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo de todo o ciclo produtivo”, destaca.

O executivo ressalta que recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto se tornaram elementos estratégicos para aumentar a sustentabilidade e a competitividade das propriedades rurais.

“Quando utilizamos essas tecnologias, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzir desperdícios e aproveitar melhor cada janela operacional. Isso gera benefícios econômicos ao produtor e fortalece a capacidade de adaptação da atividade agrícola diante das mudanças climáticas”, afirma.

Soluções conectadas ampliam capacidade de adaptação

A Massey Ferguson tem ampliado seus investimentos em soluções digitais voltadas à gestão agrícola. A integração entre máquinas, plataformas de monitoramento e ferramentas de agricultura de precisão oferece aos produtores uma visão mais completa da operação, facilitando decisões rápidas e estratégicas.

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Para o setor, a tendência é que a transformação digital continue ganhando espaço como uma das principais aliadas da produção agrícola moderna.

“Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter elevados níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

Com a intensificação dos eventos climáticos extremos, especialistas apontam que a combinação entre tecnologia, conectividade e análise de dados será cada vez mais determinante para garantir competitividade, sustentabilidade e segurança produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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