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Exportações de Carne Bovina Mantêm Bom Ritmo na Terceira Semana de Março de 2024

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Até a terceira semana de março de 2024, o volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada atingiu a marca de 84,6 mil toneladas, conforme revelado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (18). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram exportadas 124,3 mil toneladas em 23 dias úteis, este volume mostra uma diferença notável.

Crescimento Expressivo na Média Diária

A média diária exportada até a terceira semana de março de 2024 alcançou 7,6 mil toneladas, representando um avanço significativo de 42,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média diária foi de 5,4 mil toneladas em março de 2023.

Variação nos Preços e Valor Negociado

O preço médio registrado na terceira semana de março de 2024 foi de US$ 4.505 por tonelada, refletindo uma queda de 6,4% em comparação com os dados de março de 2023, quando os preços médios alcançaram US$ 4.811 por tonelada. O valor total negociado até a terceira semana de março de 2024 foi de US$ 381.502 milhões, contrastando com os US$ 598.494 milhões comercializados durante todo o mês de março do ano anterior. A média diária de negociação atingiu US$ 34.682 milhões, registrando um aumento de 33,3% em relação ao observado em março de 2023, que foi de US$ 26.021 milhões.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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