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Uma semana de intensas discussões no mercado de açúcar; confira análise da hEDGEpoint

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Os preços do açúcar tiveram uma ligeira recuperação depois de visões compartilhadas em conferências internacionais sobre as próximas temporadas do Hemisfério Norte e do Brasil. No entanto, essa força não se manteve, com o contrato de maio caindo abaixo de 21,5 c/lb. O sentimento de alta decorreu de preocupações com um possível declíno de 5% na produção de açúcar prevista para a região Centro Sul do Brasil em 24/25, o que poderia afetar as exportações.

A perspectiva de produção mais otimista da Índia em 32 Mt para 23/24 contrasta com as estimativas iniciais e pode ser vista como baixista. A AISTA destaca que a cana-de-açúcar continua sendo a cultura mais lucrativa para o agricultor indiano médio. Apesar dos desafios, uma modesta redução na área de plantio na Índia poderia ser compensada por uma produtividade mais alta se as condições climáticas colaborarem.

A Tailândia superou as expectativas com 8 Mt de produção de açúcar em fevereiro, podendo chegar a 8,5 Mt em 23/24 e perto de 10 Mt em 24/25. A disponibilidade global pode limitar os ganhos de preço, principalmente se as condições climáticas favorecerem a produção no Hemisfério Norte. Persistem as preocupações com a previsão de safra do Brasil devido às chuvas dispersas.

Os preços do açúcar tiveram uma ligeira recuperação com duas importantes conferências internacionais que forneceram informações sobre a próxima temporada no Hemisfério Norte e no Brasil. Entretanto, a força da quarta-feira não foi mantida, e o contrato de maio caiu para menos de 21,5 c/lb ainda na sessão de quinta-feira.

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“Um dos principais fatores que impulsionaram o sentimento de alta no mercado foi o surgimento de uma perspectiva mais pessimista entre alguns participantes do mercado com relação à previsão de produção de açúcar para a região Centro Sul em 24/25, que é o principal produtor global de açúcar”, observa Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da hEDGEpoint.

“Alguns analistas projetaram um declínio de 5%, sugerindo que a disponibilidade do adoçante poderia potencialmente diminuir para cerca de 40,5 Mt. Isso, por si só, poderia ser interpretado como altista, especialmente porque resultaria em uma redução de 1,2 Mt em comparação com nossas estimativas atuais, impactando diretamente as exportações”, diz.

E prossegue: “Essa situação pode significar uma tendência de alta no médio/longo prazo, pois intensificaria um déficit esperado para a safra 24/25 (outubro a dezembro) e possivelmente aumentaria a força do contango N/V. Entretanto, a ideia de um déficit ainda não é um consenso, especialmente considerando a inversão da curva de preços no curto prazo e as melhorias nos resultados das safras do Hemisfério Norte: se o clima cooperar, podemos esperar um maior volume”.

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O Hemisfério Norte enfrentou desafios com clima adverso durante o verão de 2023, principalmente devido à influência do El Niño. No entanto, as recentes reavaliações feitas pelas autoridades indianas pintaram um quadro mais otimista para a temporada. De acordo com a apresentação da AISTA na Conferência de Dubai, a Índia deverá produzir aproximadamente 32 Mt de açúcar na temporada 23/24, alinhando-se com nossas estimativas anteriores de 31,85 Mt. Essa revisão para cima sugere que o país poderia repor seus estoques de açúcar em cerca de 3,5 Mt.

Essa previsão contrasta com as expectativas iniciais do mercado, que estimavam uma produção de menos de 30 Mt no início da temporada. Consequentemente, essa perspectiva revisada pode ser vista como baixista para as temporadas 23/24 e 24/25.

“Apesar dos relatos de redução do plantio nos estados do sul da Índia para a safra 24/25 devido às condições de seca, a AISTA destaca que a cana-de-açúcar continua sendo a cultura mais lucrativa para o agricultor indiano médio. Nesse sentido, por que a área deveria cair drasticamente? Supondo que ocorra uma diminuição na área de plantio, uma modesta redução de 2% poderia ser compensada por uma produtividade mais alta se as condições climáticas cooperarem, especialmente se o impacto do La Niña for menos severo”, explica.

Nesse cenário, a Índia poderia potencialmente redirecionar 5,5 Mt de açúcar para seu programa de etanol sem entrar em suas reservas. Posteriormente, a decisão de exportar cerca de 1 Mt ou alocá-las para os estoques domésticos dependeria da dinâmica dos preços nacionais e internacionais e das políticas governamentais vigentes.

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Segundo Lívea, “até o final de fevereiro, a Tailândia já alcançou uma produção de açúcar de 8 Mt. Esse número está muito próximo de nossa previsão inicial e até mesmo superou as expectativas médias do mercado ao início da safra, o que nos levou a revisar nossas projeções para cima. Com o ritmo atual de moagem, a Tailândia poderá atingir 8,5 Mt de produção de açúcar em 23/24. Olhando para a temporada 24/25, dadas condições climáticas favoráveis, não seria surpreendente se o país atingisse cerca de 10 Mt de açúcar e processasse 92-95 Mt de cana-de-açúcar, o que poderia levar a um aumento nas exportações”.

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A analista conclui: “Portanto, mesmo que o Brasil tenha uma redução maior da safra, a disponibilidade global pode limitar os ganhos futuros de preço, especialmente se o clima for favorável durante o verão do Hemisfério Norte. No entanto, a disponibilidade do Centro Sul continua sendo a principal variável a ser monitorada. As chuvas foram dispersas, tornando extremamente difícil acessar a verdadeira extensão da seca de dezembro-janeiro. As usinas podem continuar moendo a cana de 23/24, dando mais tempo para que a safra de 24/25 se desenvolva. Contudo, se estivermos de fato caminhando para uma quebra de safra maior, os spreads K/N devem diminuir perto de seu vencimento no próximo mês”.

É claro que a ideia de um déficit em 24/25 deve ser suficiente para manter os preços sustentados, pelo menos acima de 20c/lb. Mas uma coisa é certa, muitos fatores ainda precisam ser adicionados a essa previsão: o déficit pode até se transformar em um superávit se o clima cooperar – como vimos acontecer em 23/24.

Os preços do açúcar tiveram uma ligeira recuperação depois de informações de conferências internacionais sobre as próximas temporadas no Hemisfério Norte e no Brasil. No entanto, essa força não se manteve, com o contrato de maio caindo abaixo de 21,5 c/lb. O sentimento de alta decorreu de preocupações com um possível declínio de 5% na produção de açúcar prevista para a região Centro Sul do Brasil em 24/25, o que poderia afetar as exportações.

A perspectiva de produção otimista da Índia de 32 Mt para 23/24 contrasta com as estimativas iniciais e pode ser vista como baixista. Apesar dos desafios, uma modesta redução na área de plantio na Índia poderá ser compensada por uma produtividade mais alta se as condições climáticas colaborarem.

A Tailândia superou as expectativas com 8 Mt de produção de açúcar em fevereiro, podendo chegar a 8,5 Mt em 23/24 e perto de 10 Mt em 24/25. A disponibilidade global pode limitar os ganhos de preço, principalmente se as condições climáticas favorecerem a produção no Hemisfério Norte. Persistem as preocupações com a previsão de safra do Brasil devido às chuvas esparsas.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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