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Redução no volume de açúcar programado para embarque nos portos brasileiros

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O volume de açúcar programado para embarque nos portos brasileiros apresentou uma diminuição, conforme levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil. Na semana encerrada em 13 de março, o total de navios aguardando para carregar açúcar era de 52, em comparação com 55 na semana anterior. O carregamento programado também registrou uma queda, passando de 2,429 milhões para 2,324 milhões de toneladas.

Distribuição e Tipos de Açúcar

A maior parte do açúcar a ser embarcado, cerca de 1,478 milhão de toneladas, será pelo Porto de Santos (SP). Em seguida, estão o porto de Paranaguá, no Paraná (332.300 toneladas), Maceió, em Alagoas (110,38 mil toneladas), São Sebastião, em São Paulo (333 mil toneladas), e Recife, em Pernambuco (70.250 toneladas). A carga consiste principalmente em açúcar da variedade VHP (1,942 milhões de toneladas), TBC (64.250 toneladas) e Refinado A-45 (35 mil toneladas).

Exportações e Receita

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que, em março, a receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços atingiu US$ 94,268 milhões, com seis dias úteis. O volume médio diário de exportações alcançou 182,457 mil toneladas no mês.

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Comparativamente, em janeiro, foram exportadas 1.094.746 toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 565,610 milhões, a um preço médio de US$ 516,70 por tonelada. Esses números representam um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, com alta de 159,9% no valor obtido diariamente e aumento de 129,6% no volume médio diário de exportações. O preço médio também registrou um aumento de 13,2%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guiana abre áreas agrícolas a brasileiros, mas é preciso ter estrutura e capital para investir

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A abertura de áreas agrícolas na Guiana, país vizinho ao Brasil, ao lado de Roraima (a capital, Georgetown, está 4.825 km distante de Brasília), tem despertado o interesse de produtores brasileiros, mas também gerado interpretações equivocadas. Ao contrário do que se noticiou, o país não está distribuindo “terra de graça”, é preciso ter estrutura e capital para investir. O modelo em curso é baseado em concessões de áreas públicas, com incentivos para atrair investimento produtivo.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo local para ampliar a produção interna de alimentos e reduzir a dependência de importações. A meta, alinhada à Comunidade do Caribe, do qual o país faz parte, é cortar em 25% as compras externas até 2030. Hoje, boa parte do abastecimento alimentar do país ainda vem de fora.

Para isso, o governo passou a disponibilizar áreas de savana com potencial agrícola, principalmente na região próxima à fronteira brasileira. Segundo a Food and Agriculture Organization, agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), essas áreas apresentam aptidão para produção de grãos e podem ser incorporadas sem avanço direto sobre a floresta.

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O ponto central, no entanto, está no formato da oferta. As terras pertencem majoritariamente ao governo da Guiana e são disponibilizadas por meio de concessões e arrendamentos de longo prazo. Em alguns casos, o custo inicial pode ser reduzido ou facilitado, mas está condicionado à implantação efetiva da produção.

Na prática, isso significa que o produtor interessado precisa entrar com estrutura e ter capital alto para investir, numa região distante do Brasil. A operação exige investimento em preparo de área, máquinas, insumos, mão de obra e logística, além de capacidade para organizar o escoamento da produção em um ambiente ainda em formação. O atrativo está no conjunto de incentivos, como crédito subsidiado e isenção de impostos sobre equipamentos e não na gratuidade da terra.

O interesse por produtores brasileiros não é casual. A experiência do Brasil na expansão agrícola em áreas de cerrado é vista como referência para acelerar o desenvolvimento produtivo local, especialmente em culturas como soja e milho, além da proteína animal.

Apesar do potencial, o cenário ainda impõe desafios. A infraestrutura logística é limitada, com a principal ligação rodoviária entre a fronteira e a capital Georgetown ainda em desenvolvimento. A ausência de uma cadeia agroindustrial estruturada, com tradings e processamento, também aumenta o risco comercial.

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Há ainda lacunas técnicas, como falta de mapeamento detalhado de solos, séries históricas de chuva e zoneamento agrícola consolidado, fatores que dificultam o planejamento de longo prazo. A barreira do idioma, a Guiana é o único país de língua inglesa da América do Sul, também aparece como ponto de atenção operacional.

Com pouco mais de 800 mil habitantes e economia impulsionada recentemente pela exploração de petróleo, a Guiana tenta construir uma nova fronteira agrícola combinando terra disponível e incentivo público. Para o produtor brasileiro, a oportunidade existe, mas exige leitura clara do cenário: mais do que acesso à terra, o que está em jogo é a capacidade de estruturar uma operação completa em um mercado ainda em desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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