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Contratos Futuros de Açúcar Encerram em Alta nas Bolsas Internacionais

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Os contratos futuros do açúcar demonstraram uma tendência de alta na maioria dos lotes da ICE Futures de Nova York no último dia útil, destacando-se apenas os contratos de longo prazo, outubro/25 e março/26, que fecharam no vermelho. Um relatório da Barchart ressalta que os preços do açúcar foram sustentados pelos valores da gasolina, cuja alta tende a impulsionar as cotações do etanol. Esse cenário pode incentivar as usinas de açúcar ao redor do mundo a direcionar mais cana-de-açúcar para a produção de etanol em detrimento do açúcar, potencialmente reduzindo a oferta deste último.

Acompanhamento da Produção e Perspectivas Globais

Além disso, o mercado está atento ao desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar na Índia. Recentemente, a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia revisou para cima sua previsão para a produção de cana-de-açúcar no país. A perspectiva de uma maior produção de açúcar no Brasil também está sendo monitorada de perto, o que pode impactar significativamente o mercado global, já que o Brasil é o maior player mundial e está prestes a iniciar sua safra em 1º de abril.

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Movimentos nos Mercados Internacionais

Na ICE Futures de NY, o lote maio/24 do açúcar bruto foi negociado a 22,12 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma valorização de 35 pontos. Enquanto isso, a tela julho/24 subiu 25 pontos, alcançando 21,76 cts/lb. Os demais lotes apresentaram variações positivas entre 2 e 20 pontos.

Em Londres, o açúcar branco fechou em alta em todos os lotes da ICE Futures Europe. O contrato maio/24 foi cotado a US$ 623,40 por tonelada, representando um acréscimo de 8,60 dólares em relação ao dia anterior. A tela agosto/24 também registrou um aumento de 8,10 dólares, atingindo US$ 607,30 por tonelada. Os demais lotes apresentaram ganhos entre 2 e 7,20 dólares.

Situação no Mercado Doméstico

No mercado doméstico, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP, as cotações do açúcar cristal apresentaram alta pelo terceiro dia consecutivo. A saca de 50 quilos foi comercializada pelas usinas a R$ 144,19, frente aos R$ 142,74 registrados na quinta-feira, representando uma valorização de 1,02% no comparativo. No acumulado do mês, o indicador apresenta uma baixa de 0,72%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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