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Garantia-Safra será pago para mais de 35 mil agricultores em Minas Gerais a partir deste mês

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Uma boa notícia para os agricultores familiares que registraram grandes perdas nas lavouras na safra 2022/2023, seja por seca ou por excesso de chuvas: O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar autorizou, a partir desta sexta-feira, o pagamento do Garantia-Safra aos agricultores que fizeram a adesão ao benefício, que passa a ser de R$ 1.200,00.

Em Minas Gerais, os recursos vão chegar a 35,320 mil agricultores, de 102 municípios, num total de R$ 42,384 milhões. A liberação dos recursos será realizada em parcela única, a partir deste mês de março de 2024, nas datas definidas pelo calendário de pagamento de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal. O pagamento estará disponível nas agências da Caixa, nas casas lotéricas e também pelo aplicativo (APP) Caixa Tem.

A coordenadora do Programa Garantia-Safra na Emater-MG, Eunice Ferreira, destaca a importância do aumento do valor do benefício: “Desde 2013, o valor estava congelado em R$ 850,00. O reajuste vai dar um alívio maior para os agricultores que tiveram perdas na safra passada e já sofrem também com os prejuízos causados pela forte seca de 2023.”

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Eunice Ferreira explica que têm direito a receber o Garantia-Safra liberado agora em março os agricultores familiares que aderiram ao programa antes do plantio da safra 2022/2023. Outro requisito é que os municípios tenham aderido ao programa, que conta com recursos dos governos estadual, federal, municipal e dos agricultores. E é necessário também o município ter comprovado perdas superiores a 50% nas lavouras, em função de seca ou excesso hídrico no período.

Municípios de MG beneficiados pelo Garantia-Safra 2022/2023:

Águas Vermelhas, Almenara, Araçuaí, Aricanduva, Berilo, Berizal, Bocaiúva, Bonito de Minas, Botumirim, Brasília de Minas, Cachoeira de Pajeú, Campo Azul, Capitão Enéas, Caraí, Catuti, Chapada do Norte, Comercinho, Cônego Marinho, Coração de Jesus, Coronel Murta, Cristália, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Divisópolis, Engenheiro Navarro, Espinosa, Felisburgo, Francisco Badaró, Francisco Dumont, Francisco Sá, Fruta de Leite, Gameleiras, Glaucilândia, Grão Mogol, Guaraciama, Ibiaí, Ibiracatu, Icaraí de Minas, Indaiabira, Itacambira, Itacarambi, Itamarandiba, Jaíba, Janaúba, Japonvar, Jenipapo de Minas, Jequitaí, Joaíma, José Gonçalves de Minas, Josenópolis, Juramento, Juvenília, Lagoa dos Patos, Leme do Prado, Lontra, Luislândia, Mamonas, Manga, Matias Cardoso, Mato Verde, Medina, Minas Novas, Mirabela, Miravânia, Montalvânia, Monte Azul, Montes Claros, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Novorizonte, Olhos d’Água, Padre Carvalho, Pai Pedro, Pedra Azul, Pedras de Maria da Cruz, Pintópolis, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Salinas, Santa Cruz de Salinas, Santo Antônio do Retiro, São Francisco, São João da Lagoa, São João da Ponte, São João das Missões, São João do Pacuí, São João do Paraíso, Senador Modestino Gonçalves, Serranópolis de Minas, Serro, Setubinha, Taiobeiras,Turmalina, Ubaí, Vargem Grande do Rio Pardo, Varzelândia, Verdelândia, Veredinha, Virgem da Lapa.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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