A superintendente de Políticas Educacionais para o Brasil do Instituto Natura, Maria Slemenson, afirmou que Mato Grosso está no caminho para se tornar o primeiro Estado a erradicar o analfabetismo no Brasil. Em 2023, 72% das crianças mato-grossenses terminaram o ano como leitoras – um aumento de 40 pontos percentuais em relação a 2021.
Slemenson se reuniu, nesta quarta-feira (13.03), no Palácio Paiaguás, com o governador Mauro Mendes e outros 12 parceiros estratégicos para discutir os marcos alcançados em 2023 e os principais desafios educacionais para os próximos anos.
“Mato Grosso está conseguindo, em cooperação com os municípios, gerar um efeito de inverter a balança, em que a maioria das crianças são leitoras. É uma conquista imensa. Poucos estados tiveram um avanço nesse nível. Estamos diante da possibilidade de Mato Grosso ser o primeiro do Brasil a erradicar o analfabetismo em razão do patamar alcançado no ano passado”, afirmou a superintendente.
Os indicadores utilizados são baseados em informações públicas e apontaram que, entre a porcentagem de crianças leitoras, em 2023, 49% são iniciantes e 23% já são fluentes.
De acordo com a superintendente, é necessário definir duas políticas públicas prioritárias para que Mato Grosso atinja o pioneirismo na alfabetização até 2026.
A primeira é a criação de uma secretaria executiva dentro da Secretaria de Educação (Seduc) focada integralmente em ações de alfabetização. A segunda é criar um decreto que regulamenta o repasse de uma porcentagem do ICMS para os municípios que estejam alcançando bons resultados de alfabetização.
“Essas duas medidas são essenciais. É hora de colocar o foco no lugar certo, orientar os prefeitos e as secretarias municipais de educação a trabalhar nesse sentido. Vocês estão no caminho de excelência no Brasil”, explicou a superintendente.
O governador Mauro Mendes se comprometeu a colocar em prática as políticas apresentadas.
“Diante dessas ótimas notícias e da perspectiva de melhorar nossa rede de Educação, assumo o compromisso, junto com o secretário Alan Porto, de implementar as duas ações sugeridas em 15 dias. Vamos criar uma sinergia interna, capturar todas as ações e organizar um plano de trabalho para estabelecer referências e métodos para alcançarmos esse nobre objetivo”, garantiu o governador.
O representante do Grupo Empresarial Mato Grosso em Evolução (GEMTE), Guilherme Luiz Alves, reforçou a importância de fortalecer ações educacionais que permaneçam como políticas de Estado. “Quanto mais entidades estiverem unidas e quanto mais ações pensadas para se tornarem políticas definitivas forem criadas, melhor será para a educação como um todo”, enfatizou.
Além do Instituto Natura, também estiveram presentes na reunião de articulação educacional os representantes do Instituto Gesto, Centro Lemann, Fundação Lemann, Instituto de Corresponsabilidade Pela Educação (ICE), Instituto Sonho Grande, Profissão Docente, Itaú – Educação e Trabalho, Fundação Telefônica Vivo, MegaEdu e Instituto Unibanco. O deputado Estadual Max Russi, o secretário de Educação Alan Porto e a equipe ténica da Seduc também acompanharam a reunião.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (7.5), 19 ordens judiciais no âmbito da Operação Continuum, deflagrada contra uma célula de uma facção criminosa que agia no tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e jogos de azar na região do bairro Bom Pastor, em Rondonópolis.
São cumpridos, na operação, 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Ao todo, 13 equipes de unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis participam do cumprimento das ordens judiciais, todas executadas no município.
A investigação é um desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025, quando 38 ordens judiciais foram cumpridas com o objetivo de desarticular a célula da facção que atuava no bairro Jardim Tropical.
A partir dos elementos colhidos na operação, outras diligências foram realizadas, sendo possível identificar mais 10 suspeitos que atuam no bairro Bom Pastor e possuem ligação com a célula que operava no Jardim Tropical.
Nas investigações, foi possível identificar 10 suspeitos apontados como integrantes de uma célula de uma facção criminosa na região do bairro Bom Pastor, com funções bem definidas. Um deles, por exemplo, era responsável pela distribuição e recolhimento dos valores provenientes da venda de drogas. Os demais atuavam na distribuição de drogas aos usuários.
A delegada Anna Paula Marien, responsável pelas investigações, destacou que a célula desmantelada em maio de 2025, no bairro Jardim Tropical, agia de forma interligada com os suspeitos que foram alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (7).
Os policiais verificaram também forte controle sobre o comércio local e que os investigados exigiam dinheiro dos estabelecimentos.
“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo. Por isso, o combate a esse tipo de crime precisa ser firme, estratégico e contínuo”, destacou a delegada.
Jogos de azar
As investigações também apontaram a atuação da facção criminosa na exploração de jogos de azar como forma de obtenção de lucro ilícito e fortalecimento financeiro da organização. Conforme apurado pela Derf de Rondonópolis, os investigados mantinham controle da distribuição de máquinas utilizadas em jogos de azar, além do gerenciamento de valores arrecadados com a atividade ilegal.
Durante a análise do material apreendido, foram identificadas planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados à exploração dos jogos, demonstrando que a prática integrava a estrutura financeira da facção criminosa na região do bairro Bom Pastor.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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