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SBT Brasil estreia novo formato com entrevista exclusiva do presidente Lula

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SBT Brasil estreia novo formato com entrevista exclusiva do presidente Lula
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SBT Brasil estreia novo formato com entrevista exclusiva do presidente Lula

Em entrevista gravada na manhã desta segunda-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o jornalista Cesar Filho para a estreia do novo SBT Brasil , que foi ao ar às 19h45. Lula defende a decisão da Petrobras de não distribuir a íntegra de dividendos que, segundo analistas, fez a empresa perder mais de R$ 50 bilhões de seu valor de mercado.

Lula reforça que a empresa deve destinar parte de sua receita para investimentos e critica o mercado, dizendo que a Petrobras não tem que pensar somente nos acionistas, mas sobretudo nos brasileiros. Ainda afirma que houve uma “conversa séria” entre governo e direção da Petrobras sobre os rumos da estatal.

“Tenho compromisso com o povo brasileiro de reduzir o preço do combustível, da gasolina, do gás de cozinha e do óleo diesel. A gente não tem por que ter preço equiparado a preço internacional. Porque somos autossuficientes na prospecção de petróleo”, apontou o presidente.

Além disso, comenta as últimas pesquisas que mostraram a queda de sua avaliação.

“Eu tenho certeza absoluta que não tem nenhuma razão do povo brasileiro me dar 100% de popularidade porque ainda nós estamos muito aquém daquilo que prometemos”, disse Lula.

O petista comemora o preço da carne, mas admitiu que o preço do arroz, do feijão e da energia está alto, e que pediu para que os ministros da Fazenda e de Minas e Energia tomem providências. Perguntado sobre juros, Lula volta a subir o tom contra o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto ,“Quando este cidadão, quando ele deixar o Banco Central ele vai ter que medir o que ele fez para este país. Na verdade, o que ele está fazendo neste instante é contribuir para o atraso do crescimento econômico deste país”.

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Lula ainda comenta o julgamento próximo no Superior Tribunal de Justiça que decide se o ex-jogador Robinho deve cumprir pena no Brasil.

“Um homem, um jovem que tem dinheiro, um jovem rico, famoso, pratica estupro e coletivo e acha que não cometeu crime, acha que estava bêbado, cria vergonha, sabe? O Robinho já foi condenado na Itália e era para ele estar cumprindo pena”, conclui Luiz Inácio.

Na entrevista, Lula também fala sobre a busca pelos fugitivos do presídio federal de segurança máxima de Mossoró. Estes e outros trechos estarão na estreia do novo SBT Brasil com Cesar Filho às 19h45. Cesar Filho estará conectado com o público e sintonizado com o mundo no novo ‘SBT Brasil’.

O jornal vem com uma nova cara a partir desta segunda-feira. Ganha novo cenário e uma dinâmica mais informal sem perder a essência de levar ao telespectador as notícias mais importantes do dia, ao vivo, com a responsabilidade editorial e a credibilidade que são suas marcas há quase duas décadas. Imprimindo sua personalidade ao principal telejornal da emissora, Cesar o torna ainda mais relevante e atrativo.

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O ‘SBT Brasil’ também terá como novidade um espaço dedicado especialmente ao esporte, com comentários de Cleber Machado às segundas, Fred Ring às terças, Luiz Alano às quartas, Nadine Basttos às quintas e Mauro Beting às sextas-feiras, além de Márcia Dantas como editora e moça do tempo, trazendo todas as informações sobre o clima para o telespectador.

SBT Brasil com Cesar Filho vai ao ar a partir das 19h45, de segunda a sábado.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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