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Novos magistrados participam de aula prática no Complexo Ahmenon Lemos Dantas

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Os novos magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso participaram de uma visita guiada ao Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na tarde desta segunda-feira (11). A atividade foi conduzida por Geraldo Fidelis, juiz coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT), e faz parte do Curso de Formação Inicial (Cofi) promovido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT).
 
Durante a visita, os magistrados puderam acompanhar de perto todos os trabalhos que são desenvolvidos pelas pessoas privadas de liberdade dentro da unidade prisional além de conhecer toda a estrutura física do local.
 
No complexo há 1097 recuperandos e, deste total, cerca de 68% estão envolvidos em alguma atividade laboral extramuros e intramuros como cultivo de hortaliças, marcenaria, sistema de plantação hidropônico integrado com piscicultura, fabricação de blocos de concreto, paver, piso drenante, além de participarem de aulas escolares referentes aos ensinos fundamental, médio e superior.
 
O juiz Geraldo Fidelis analisou que a vivência é muito importante para a construção de um magistrado alinhado com as necessidades da sociedade. “É imprescindível experienciar in loco, falar com os policiais penais, com os recuperandos, ter uma visão ampla das questões positivas e negativas que envolvem as unidades prisionais e isso só é possível quando nós estamos no local”, disse o magistrado.
 
Para o diretor da unidade, Adão Elias Júnior, a presença dos cinco novos magistrados contribui para que as boas práticas de ressocialização sejam replicadas em outros locais do interior do estado. “Nós mostramos todos os projetos que desenvolvemos aqui na unidade e esperamos que essas experiências positivas sejam levadas a outras unidades de detenção mato-grossense. Essas iniciativas contribuem para um local mais tranquilo, pacífico e ordeiro, com o recuperando sendo produtivo”, explicou o diretor.
 
Esta foi a primeira vez que o juiz substituto João Zibordi Lara entrou em uma unidade prisional. Ele aprovou a visita e ressaltou a importância de estar em contato direto com todos os atores do sistema penitenciário para garantir que a unidade prisional esteja em condições de proporcionar a ressocialização aos privados de liberdade.
 
“Eu estou designado para Peixoto de Azevedo e levar esse conhecimento teórico e prático para a minha nova realidade é muito importante. São ações que impactam na rotina de quem está trabalhando e quem está em recuperação na unidade prisional”, esclareceu o magistrado.
 
O modelo adotado para promover a ressocialização no Ahmenon também foi elogiado pela juíza substituta Natália Paranzini Gorne Janene. “O ambiente é diferenciado e, em alguns momentos, é tão leve que você até esquece que está em uma unidade prisional. Promover o trabalho é, sem dúvidas, a melhor forma de ressocializar as pessoas privadas de liberdade e a cooperação entre os poderes judiciário e executivo é muito importante para implantar este modelo de unidade prisional em outras comarcas”, disse a magistrada.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Turma de novos magistrados acompanhados do juiz Geraldo Fidelis e diretor do Ahmenon Adão em um corredor da unidade prisional. São cinco pessoas na foto que estão em deslocamento pelo corredor, cinco são homens e duas mulheres. Foto 02: Magistrados visitam cubículo onde os privados de liberdade dormem. Cinco homens e uma mulher vistoriam as condições do local.
 
Laura Meireles / Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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